
Lucy Brandão e Simplício Júnior
lucy@tvclube.com.br
Com a alta no preço dos combustíveis, postos de Teresina registram uma queda de até 40% nas vendas neste mês de setembro. Foi o que apontou um levantamento feito pela Rede Clube com postos da zona leste da capital. Em um dos estabelecimentos, as vendas que ultrapassavam os 140 mil litros por mês, agora não chegam a 80 mil litros.
O preço da gasolina comum mais barata, segundo a pesquisa feita na zona leste, custa R$ 6,29 e a mais cara chega a R$ 6,70. Esse valor já está obrigando muitos consumidores a deixar a carro na garagem. “Infelizmente por conta desse preço elevado a gente tem que optar por pegar carona, andar de moto que é um pouco mais econômica e deixar o carro mais tempo na garagem”, diz o educador físico Raianderson.
Segundo o levantamento da Agência Nacional de Petróleo (ANP), no período de 12 a 18 de setembro, o preço da gasolina comum varia de R$ 6,38 a R$ 6,99 na capital piauiense.
De quem é a culpa?
O motivo da alta de preços gerou impasse entre os governos federal e estaduais esta semana. Questionado sobre o aumento, o presidente Jair Bolsonaro atribuiu a alta à incidência das alíquotas de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, o ICMS, imposto cobrado pelos estados da federação. O governador do Piauí, Wellington Dias, usou as redes sociais para contestar a informação.
“Falar a verdade é o primeiro passo para resolver um problema”, diz uma nota assinada por Dias junto com outros 19 governadores brasileiros. Segundo o documento, o preço do combustível subiu em média 40% em 12 meses, mesmo não havendo aumento no ICMS. De acordo com o governador piauiense, isso prova que “o problema é nacional”, não dos estados.
No Piauí, a porcentagem do ICMS que incide sobre a gasolina se mantém o mesmo valor desde 2017, correspondendo à 30% do valor final no produto. Para o Governador Wellington Dias, os governadores e gestores dos municípios estão preocupados com o aumento dos preços. “Estamos todos preocupados com a escalada dos preços, não somente com relação ao combustível. Queremos uma solução, queremos ajudar, mas precisamos em primeiro lugar estabelecer a verdade”, afirma o governador.
Assinam a nota os governadores: Rui Costa (BA), Cláudio Castro (RJ), Flávio Dino (MA), Helder Barbalho (PA), Paulo Câmara (PE), João Doria (SP), Romeu Zema (MG), Ronaldo Caiado (GO), Mauro Mendes (MT), Eduardo Leite (RS), Camilo Santana (CE), João Azevêdo (PB), Renato Casagrande (ES), Wellington Dias (PI), Fátima Bezerra (RN), Renan Filho (AL), Belivaldo Chagas (SE), Reinaldo Azambuja (MS), Ibaneis Rocha (DF) e Waldez Góes (AP).
Fala, sindicato
O diretor do Sindicato dos Postos de Combustíveis do Piauí (Sindipostos-PI), Anersil Andrade, explica que o ICMS não subiu, mas incide na política de preços aplicada por cada estado. “O percentual é o mesmo, no caso da gasolina 31%, mas a cada reajuste do produto é criado um novo patamar de remuneração para o estado e para o governo federal”.
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