2 de março de 2026

Aumenta número de candidatas femininas ao Governo do Piauí em 20 anos

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Palácio de Karnak (Foto: Jonas Carvalho/ Portal ClubeNews)

O número de candidaturas femininas ao Governo do Piauí registrou aumento em 20 anos. Isso é o que mostra um levantamento realizado pelo portal ClubeNews, nesta segunda-feira (30), que considerou a quantidade de mulheres que concorreram ao cargo de governadora em 2002 e as que já anunciaram pré-candidatura em 2022. Este ano são três candidatas já anunciadas neste período pré-campanha, enquanto há 20 anos, nenhuma mulher concorreu ao governo.

Os dados mostram que, em 2002, oito candidatos disputaram o pleito majoritário, mas sem nenhuma mulher na disputa. Na eleição seguinte, em 2006, Lourdes Melo (PCO) e Edna Nascimento (PSOL) compuseram o quadro de candidatos dentre os oito concorrentes ao Palácio de Karnak. O levantamento considera a proporção entre as candidaturas masculinas e femininas ao cargo majoritário.

Em 2022, ao menos três mulheres anunciaram que vão concorrer ao Executivo Estadual: Ravenna Castro (PMN), Gessy Fonseca (PSC) e Maria Madalena (PSOL). Isso representa 30% dos pré-candidatos postos no cenário político estadual – 10 nomes concorrem na disputa. O número pode sofrer alteração até a data das convenções partidárias, no mês de julho.

Políticas integradas

A mestranda em Ciência Política da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Renata Furtado, explica que esse aumento se deve à Conferência de Beijing, na China, em 1985, que traçou políticas públicas de incentivo ao ingresso das mulheres na política.

“No Brasil, há uma tradição cultural de afirmar que as cotas para mulheres na política não funcionam. Porém, se verificarmos o número de mulheres eleitas em cargos parlamentares após a conferência, analisamos que há uma baixa adesão de mulheres na política. Mas isso é devido a um problema formal no Brasil: as regras eleitorais brasileiras”, explicou.

Aumenta número de candidatas ao Governo do Piauí em 20 anos (Gráfico: portal ClubeNews)

Confira a lista de candidatas em 20 anos:

2002 – nenhuma mulher;

2006 – Edna Nascimento (PSOL) e Lourdes Melo (PCO);

2010 – Teresa Britto (PV);

2014 – Lourdes Melo (PCO);

2018 – Professora Sueli (PSOL), Luciane Santos (PSTU) e Lourdes Melo (PCO);

2022 – Ravenna Castro (PMN), Gessy Fonseca (PSC) e Maria Madalena (PSOL).

Perspectiva para o futuro

De acordo com Renata Furtado, é preciso promover mudanças nos partidos para garantir que as mulheres possuam o mesmo percentual de repasse do fundo partidário entre os candidatos e participem das decisões da legenda.

“Nota-se que o problema das candidaturas femininas está mais ligado aos problemas de normas formais do que à visão de mulheres serem fracas na política ou até mesmo de que ‘mulheres não votam em mulheres’”, finalizou.

 

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