
O céu vai ficar colorido na região da Santa Maria da Codipi, na zona Norte de Teresina, com a volta do tradicional Festival de Pipas, no próximo domingo (10), após dois anos sem acontecer como medida preventiva para evitar a aglomeração de pessoas devido a pandemia da Covid-19. O festival acontece no início do período de férias e é uma opção a mais de lazer na capital piauiense.
Em 2022, o evento chega a sua 6ª edição. A concentração vai acontecer a partir das 8h, de domingo (10), no “Campão” da Santa Maria da Codipi, que fica localizado na rua Braz Honório. O local é aberto pensado, principalmente, em manter as crianças e jovens longe da fiação elétrica.
Programação
A cultura da pipa ganha força nas periferias durante o período das férias. A todo momento, crianças correm com os olhares voltados para o céu, enfeitado com pipas de diferentes cores.
A programação também conta com a realização de oficina de confecção de pipas, brincadeiras lúdicas, mutirão de grafite e de corte de cabelo, além de apresentação de DJ’s e a famosa disputa de pipas.
Pela noite, o festival vai ter uma cultural de rap, reggae, funk e as premiações das categorias de pipa “mais estilosa” e “melhor manobra no ar”.
Como surgiu o festival
Segundo o rapper Dornele França, mais conhecido como Doka, que faz parte do grupo de rap Reação do Gueto (RG), o evento nasceu na tentativa de fazer uma disputa apostada entre amigos.
“No dia 27 de julho de 2015, alguns amigos que empinavam pipas na infância resolveram fazer uma disputa de corte, mas sem cerol e linha chilena, que são considerados uma prática criminosa. Nós do RG pensamos em fazer um festival com a intensão de um ‘encontrão’ entre amigos no mês de julho, quando a galera está mais livre da escola e trabalho”, recorda.
Festival virou inspiração
O evento já foi inspiração para o videoclipe de “Brilho do Sol”, música feita por Doka em parceria com o rapper Mudo, que fala sobre as vivências dos artistas no período de pipa na infância e juventude.
“A música é trilha sonora de um documentário para divulgar o festival. A galera do Lab Cine pediu para gente fazer um som para essa produção. Quando a música ficou pronta acabei gostando bastante do trabalho e resolvi puxar pro meu Ep. Pandemic”, revela Doka.
Com produção do coletivo Lab Cine com a Rua2 Produtora, o documentário “Tempo de Pipa no Padre Humberto” foi muito além do esperado.
“Esse filme é uma colaboração entre Reação do Gueto e Lab Cine, eles convidaram a gente para cobrir o evento do Festival de Pipas lá de 2019 e a gente teve a ideia de fazer uma cobertura por meio de um curta-metragem”, detalha Weslley Oliveira, componente do coletivo Lab Cine.
A brincadeira, que as vezes é tão julgada pela sociedade, reúne histórias e muitas parcerias. Weslley acrescenta que a proposta do documentário foi se modificando durante os três anos de produção.
“A ideia inicial era fazer um álbum visual sobre a realidade dessa brincadeira que é tão milenar. Então, a gente foi para lá, ficou acompanhando e constatamos algumas vivências deles, algumas conversas e diálogos que retratam o cotidiano cheio de mazelas, mas também cheio de brincadeira e amizade”, finaliza.





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