Alunos do Centro Estadual Ana Bernardes, na cidade de Timon (MA), passaram mal e foram socorridos na unidade escolar na tarde de quinta-feira (22). A direção investiga se a merenda escolar servida no local teria ocasionado intoxicação alimentar.
O atendimento médico de urgência iniciou ainda na escola após o intervalo dos alunos do tempo integral. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento no qual o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) chega ao local. Os alunos foram levados para a Unidade de Pronto Atendimento de Timon e ao hospital do bairro Parque Alvorada.
Mãe de uma das alunas, Talita Gabriel conta que foi surpreendida com o chamado da escola informando que a filha dela estava passando mal. O quadro da aluna se agravou ao chegar em casa. Ela tinha dor na barriga, crise de vômitos e estava pálida.
“Muito vômito, pálida, muito mal mesmo, se tremendo toda, tudo que comia botava para fora. Não conseguia se alimentar de forma alguma, até a medicação que eu dei não conseguiu segurar”.
MERENDA ESTRAGADA
Mãe de outra aluna, Cristiana Martins comenta que muitos alunos apresentaram os mesmos sintomas e seriam consequências da merenda escolar que estaria estragada.
“Minha filha ligou e disse: ‘mãe, até hoje eu só comi caroço de feijão na escola; só deu para catar os caroços de feijão porque a carne está fedendo, a linguiça está estragada; tem aluno vomitando sangue. Tem muito aluno aqui passando mal. A polícia está aqui, o SAMU, e nada resolvido”.
A direção da escola não quer comentar o assunto e também não permite imagens internas. As informações são de que ontem (22), de 12h e 13h da tarde, entre 20 a 30 alunos teriam passado mal depois do almoço.
Essa outra mãe denuncia que vários seriam apresentados os mesmos sintomas, porque segundo ela, seria consequência da merenda escolar que estaria estragada.
ESCLARECIMENTOS
O Centro Educa Mais Ana Bernardes funciona em tempo integral, ou seja, das 7h às 17h. São cerca de 400 alunos, todos matriculados no Ensino Médio.
Nesta sexta-feira (23), houve uma reunião na escola para discutir o assunto, a Polícia Militar informou que o caso foi comunicado à diretoria regional de educação. A vigilância sanitária também foi acionada para identificar o que ocorreu no local.
“A gente não pode fazer um juiz de valor, mas são fatos que merecem ser investigados; acreditamos que a Unidade Regional de Educação, através da professora Sueli e sua equipe, estão fazendo exatamente isso’, disse o tenente-coronel Francisco Pereira, do 11ª Batalhão da Polícia Militar do Maranhão,
Em nota, a Secretaria de Educação do Estado do Maranhão informou que a escola tomou todas as providências cabíveis para o atendimento médico dos alunos. A direção ressaltou que cumpre todos os protocolos da vigilância sanitária e que aguarda o laudo médico para identificar a causa da intoxicação. A secretaria reforça que uma equipe de nutricionistas vai acompanhar o trabalho na cozinha da escola.
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