
A manicure Dayane Gomes, mãe da menina Debóra Vitória, de 6 anos, juntamente com familiares e vizinhos, protestaram em frente ao Fórum Cível e Criminal de Teresina, no bairro Cabral, zona Norte, na manhã dessa segunda-feira (12).
Os manifestantes cobram das autoridades novidades a respeito do andamento das investigações a respeito do suspeito de atirar e matar Debóra Vitória no dia 11 de novembro durante uma tentativa de assalto no bairro Ilhotas, zona Sul da capital.
A Polícia Civil do Piauí aguarda o resultado da balística da arma usada no crime. Dois Homens são suspeitos de serem os autores do homicídio, o assaltante que tentava roubar a mãe da criança e um policial militar que teria presenciado o assalto e reagido.
“A gente quer alguma resposta da justiça ou da delegada, pois até agora não tivemos nenhum tipo. Já se passaram 30 dias e nada do laudo balístico ou do inquérito. Eu não tenho estrutura nem física ou emocional, eu só consigo estar aqui porque quero justiça. Nada vai trazer minha filha de volta, mas quem fez tem que pagar. Eu vou lutar para ver o verdadeiro culpado na cadeia”, conta a mãe de Débora.
ENTENDA O CASO

Uma criança de seis anos morreu vítima de disparos de arma de fogo e a mãe ficou ferida atingida na coxa durante uma tentativa de assalto por volta das 18h30 da sexta-feira (11/11), no bairro Ilhotas, Zona Sul de Teresina. A menina faleceu com um disparo que atingiu o abdômen.
Débora chegou a ser levada para o Hospital de Urgência de Teresina (HUT), mas morreu após dar entrada. A mãe foi atendida e liberada após atendimento médico.
Segundo o coordenador do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Francisco Costa, conhecido como Barêtta, as vítimas estavam chegando em casa quando foram abordadas.
Algumas horas depois, dois homens foram presos suspeitos do crime, mas a polícia ainda não confirmou se o tiro que atingiu a menina partiu dos assaltantes ou da testemunha que reagiu. Para atender melhor a dinâmica será realizada uma perícia balística. O caso é investigado pelo DHPP.
Um dia após a morte da menina, Dayane Gomes, publicou um vídeo nas redes sociais contando o que aconteceu no momento do assalto que tirou a vida de sua filha.
Segundo a manicure, o tiro que matou Débora saiu da arma de um policial que estava próximo ao assalto e reagiu. A mãe relatou que chegava em casa de moto com a menina quando foram abordadas por dois homens armados.
“Eu não reagi ao assalto. O bandido não ia atirar, ele não ia fazer nada com a gente porque eu entreguei o celular. Ele nem a arma tirou da cintura, só mostrou”, contou.

No vídeo, a mãe de Débora afirmou que um policial, que estava bebendo nas proximidades, viu a ação e reagiu.
“Ele veio de lá e eu pedi pra não atirar, que o bandido não ia atirar. Ele atirou e o primeiro tiro foi da arma dele, do policial e, imediatamente, atingiu a minha filha. O primeiro tiro foi dele, veio dele. Foi ele que matou a minha filha. Ele estava bebendo na porta e ele que veio de lá pra querer se amostrar, pra dizer que era policial, que tava armado, foi ele que atirou na minha filha”.
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