21 de junho de 2026

Reconstituição da morte da menina Débora ajuda na denúncia do suspeito, diz delegada

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Delegada Nathalia Figueiredo, responsável pelo caso no DHPP. (Foto: Kelvyn Coutinho/ClubeNews)

Thálef Santos*
thalefsantos@tvclube.com

Na quinta-feira (2), a Polícia Civil do Piauí realizou a reconstituição simulada da morte da Débora Vitória, menina de seis anos que morreu durante uma tentativa de assalto, na qual a vítima era a mãe da criança. O inquérito já concluiu que a criança foi morta pelo disparo da arma de um policial que presenciou o assalto e reagiu, no dia 11 de novembro do ano passado.

Ao Portal ClubeNews, delegada Nathalia Figueiredo, do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), explicou que a reconstituição foi adotada após requerimento de uma apresentação em 3D do caso pelo Ministério Público do Piauí (MPPI).

Nathalia Figueiredo ressalta que, na verdade, a autoria do disparo que causou a morte da criança já foi revelada anteriormente pela microcomparação balística, o que levou à conclusão do inquérito. A reconstituição não faz parte da solicitação ministerial.

“A investigação já foi finalizada com o indiciamento, mas veio uma requisição ministerial para fim de oferecimento de denúncia, que fossem realizadas algumas diligências.  O promotor solicitou a realização de um laudo através do croqui 3D. Além disso, a gente acabou, para pecar por excesso, fazendo também a reconstituição e acareações para garantir a dinâmica do caso”, explica a delegada.

Segundo Nathalia, o promotor pretende entender melhor a dinâmica do caso. Os detalhes da reconstituição não podem ser repassado à imprensa, mas a delegada ressalta que a investigação aprofundada levará provas materiais ao MPPI para oferecimento de denúncia do suspeito.

 

INQUÉRITO 

Em dezembro de 2022, o DHPP concluiu o inquérito e indiciou o policial militar envolvido no caso por homicídio doloso.

Na época, a delegada Nathália Figueiredo informou que o projétil encontrado no corpo da criança era um “núcleo de chumbo que, microscopicamente, não daria para se fazer a comparação balística”.

“No entanto, no local do crime, a perícia coletou um encamisamento e ele estava numa poça de sangue e por exame de DNA foi confirmado que esse sangue era da Débora. Através do exame foi confirmado que o encamisamento tinha compatibilidade com os projéteis da arma do policial. E por análise microscópica, chegou-se à conclusão que o núcleo de chumbo encontrado no braço da vítima pertencia a esse encamisamento”, explicou.

Dayane Gomes e uma fotografia da filha, Débora Vitória – Foto: arquivo ClubeNews

DEFESA DO POLICIAL 

A defesa do policial militar apontado como o autor do disparo que matou a menina Débora Vitória afirmou que não questiona o trabalho da Polícia Civil do Piauí, mas que são necessários mais exames para afirmar a autoria do crime.

Otoniel Bisneto, advogado do policial militar, reforça que – tecnicamente – compatibilidade não significa certeza. Por isso, é fundamental mais exames complementares para afirmar a balística.

Protesto pede Justiça – Caso Débora Vitória – Foto: Andrê Nascimento

MÃE QUER JUSTIÇA 

A manicure Dayane Gomes, mãe da menina Debóra Vitória, pede por Justiça. Ontem, durante a reconstituição, ela preferiu não falar com a imprensa.

Em entrevistas anteriores, ela afirmou que o policial, desde o início, era o autor do disparo. “Eu não tenho estrutura nem física ou emocional, eu só consigo estar aqui porque quero justiça. Nada vai trazer minha filha de volta, mas quem fez tem que pagar. Eu vou lutar para ver o verdadeiro culpado na cadeia”, disse.

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*Sob supervisão da jornalista Carlienne Carpaso.

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