7 de maio de 2026

"Regrar até o supermercado", diz aposentado após reajuste de 5,6% em medicamentos

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Medicamentos sofrem reajuste de 6,5% – Foto: TV Clube

Isadora Cavalcante*
isadora.cavalcante@tvclube.com.br

O novo reajuste no preço dos medicamentos fez o aposentado Raimundo Nonato frear até mesmo nas compras do supermercado já que não pode deixar de tomar os remédios.

Ele conta que já possui uma despesa elevada na compra de medicamentos e, com esse novo aumento, terá que pensar no que poderá comprar daqui para frente.

“Eu compro o medicamento da minha filha, que está desempregada. O meu e o dela dá mais de R$ 1.500 só em remédios. E mexe com meu orçamento, onde temos que regrar até o supermercado para não faltar no remédio. É uma coisa ou outra”, disse o aposentado em entrevista à TV Clube.

Aumento no preço dos remédios pesa no bolso dos consumidores – Foto: TV Clube

A agente de saúde, Aldenora Mendes, conta que o gasto mensal de R$ 600 vai aumentar em R$ 200 a partir desse mês de abril.  Ela é responsável pela compra dos medicamentos da mãe, de 89 anos, que depende dos remédios para melhor qualidade de vida.

“A rotina já era R$ 680,00. Agora vai para uns R$ 800,00, por aí. Se não acontecer súbitos, que são doenças corriqueiras que pode acontecer. Então, vai pesar, sim, no bolso de muita gente”, destacou.

AUMENTO NOS PREÇOS 

A base de preços nos medicamentos sofreu reajuste de até 5,6% em 2023. A medida, definida com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), entrou em vigor e o valor já pode ser aplicado pelas fabricantes. E isso gera um custo maior no bolso do consumidor.

O mês de março foi marcado pelo aumento no orçamento dos medicamentos e vai refletir diretamente em aproximadamente 10 mil medicamentos.

Farmacêutico Karlos – Foto: TV Clube

Para o farmacêutico, Karlos Heitor, o reajuste faz parte do reajuste anual do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias (ICMS).

“O reajuste dos medicamentos em relação ao ICMS passou a vigorar a partir do dia 1° de março. Então, nós saímos de uma alíquota de 18% de ICMS no estado do Piauí passando a vigorar a tabela de 21%”, destacou o profissional.

QUEDA NAS VENDAS

Conforme o conselheiro do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado do Piauí, Antônio Santos, o aumento nos preços irá impactar na queda da compra dos medicamentos.

“Esse reajuste irá impactar na renda da população mais pobre, do idoso, aquela pessoa que tem menor condição de manter o seu medicamento”, completou o sindicalista.

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) recomenda que consumidor deve pesquisar em sites ou lojas físicas para encontrar remédios com descontos e promoções, além disso deve denunciar quem estiver comercializando com preços abusivos.

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Medicamentos terão dois aumentos de preço no Piauí em 2023

Estagiário sob supervisão da jornalista Carlienne Carpaso

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