19 de junho de 2026

SSP solicita nome de médica que denunciou influência de facção criminosa em UBS

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Chico Lucas, secretário estadual de Segurança (Foto: Divulgação/CCom)

O secretário de Segurança do Piauí, Chico Lucas, respondeu ao promotor de Justiça Eny Pontes, do Ministério Público (MP-PI), a respeito da denúncia de controle de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de Teresina por uma facção criminosa, tema de audiência pública realizada na segunda-feira (7).

Em entrevista à TV Clube, concedida nesta terça-feira (8), o gestor solicitou ao MP-PI os nomes da profissional da saúde que denunciou a presença da facção criminosa na UBS e do paciente que teria deixado de ser atendido no local.

“Encaramos a denúncia com seriedade, mas não podemos entrar em uma discussão sem elementos concretos. Ainda ontem oficiamos o promotor para esclarecer essas informações”, declarou o secretário.

Ministério Público do Piauí (Foto: Divulgação/MP-PI)

Chico Lucas afirmou ainda que o Ministério Público também é responsável por investigar o caso e auxiliar as forças de segurança no combate às facções.

“[Os promotores] também devem atuar ao tomar conhecimento de um fato criminoso. Ele instaurou um inquérito e o encaminhou ao Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado [Gaeco]? Essa responsabilidade também é do MP”, completou.

Entenda o caso

Após uma médica relatar que, na UBS onde trabalha, recebe ameaças e pode atender apenas integrantes de uma determinada facção, o MP-PI promoveu uma audiência para discutir a segurança da categoria em Teresina.

Eny Pontes, promotor de Justiça (Foto: Divulgação/MP-PI)

O promotor de Justiça Eny Pontes, que atua na área de defesa dos direitos relacionados à saúde pública, destacou que o relato da profissional revela uma situação muito grave na segurança pública da capital.

“Ela não teve segurança nem para fazer o registro. Isso é gravíssimo, sem contar o caso da equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência [Samu] alvejada durante uma ocorrência. É inaceitável”, enfatizou.

Segundo o promotor, as Polícias Civil e Militar, a Guarda Civil Municipal (GCM) e a Fundação Municipal de Saúde (FMS) não participaram da audiência para discutir o plano de segurança na rede hospitalar.

“Os representantes da segurança pública e da saúde deveriam estar na audiência. Deve haver um controle na entrada das UBSs e em toda a rede. Temos de intensificar a segurança das redondezas desse hospital. Agora os crimes estão acontecendo dentro das unidades de saúde. Isso causa insegurança tanto para os pacientes, quanto para os profissionais. Portanto, estamos acionando todos os responsáveis”, ressalta Pontes.

Fundação Municipal de Saúde (Foto: Carlienne Carpaso/Portal ClubeNews)

A audiência contou apenas com a presença do Conselho Regional de Medicina (CRM-PI), do Sindicato dos Médicos (Simepi), de lideranças comunitárias e do próprio Ministério Público.

O resultado da reunião vai ser oficialmente comunicado aos órgãos responsáveis. Também existe a possibilidade de o MP-PI acionar o Poder Judiciário em busca de providências para a questão da segurança em postos de saúde e hospitais de Teresina.

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