
Dois empresários e um casal de professores foram presos suspeitos de fraudar cartões de crédito em Teresina. Eles simulavam compras e contestações de pagamentos.
As prisões aconteceram durante a “Operação E-Fraude”, deflagrada pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), na manhã desta terça-feira (12).
O delegado Alisson Landim, da DRCI, comentou que os suspeitos obtiveram vantagem ilícita após fraudar transações de pagamento em estabelecimentos comerciais. A investigação identificou prejuízo de quase R$ 180 mil às instituições bancárias.
“Eles passavam o cartão na maquineta e o titular da compra contestava, mas antes disso o lojista transferia o dinheiro e a instituição bancária ficava no prejuízo. Nesse caso, havia uma simulação da compra, a contestação era falsa, assim como a compra, que era falsa também”, disse o delegado de Polícia Civil.
A delegacia ressalta que o casal de professores trabalha em escolas particulares de Teresina. Os presos foram localizados em bairros das zonas Norte e Sudeste da capital piauiense.
Os mandados de prisão foram cumpridos no Mocambinho e no Gurupi. Além das prisões, as equipes policiais deram cumprimento a quatro mandados de busca e apreensão domiciliar.

Legislação
Durante as investigações, foi apurado indícios de estelionato qualificado (Fraude Eletrônica – art. 171, §2º-A) e associação criminosa (art. 288). As penas são de reclusão e podem atingir até 11 anos de prisão.
“OPERAÇÃO E-Fraude”
A Polícia Civil do Piauí explica que “o termo faz referência à repressão de fraudes eletrônicas praticadas com a utilização de informações fornecidas pela vítima ou por terceiro induzido a erro por meio de redes sociais, contatos telefônicos ou envio de correio eletrônico fraudulento, ou por qualquer outro meio fraudulento análogo”.
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