7 de maio de 2026

Moradores da zona Sul de Teresina compram roçadeira após bairro ficar sem limpeza

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Moradores do bairro Angelim (Foto: TV Clube)

Moradores do bairro Angelim, na zona Sul de Teresina, decidiram se reunir para comprar uma roçadeira e realizarem a limpeza pública da comunidade, após oito tentativas de solicitação do serviço à Prefeitura Municipal.

Conforme os relatos, os moradores também precisam investir na própria segurança. A enfermeira Lorena Maria fala que a sua casa possui cerca elétrica, câmeras de segurança e vigilantes, e mesmo assim ainda não consegue confiar nas medidas adotadas, pois as situações de perigo são constantes.

“A gente tem que botar a cerca elétrica, botar a concertina, botar portão elétrica, botar a câmera de segurança, pagar uma pessoa vigilante para ficar monitorando a gente, para ver se está disponível de poder entrar no bairro, porque a gente tem esse medo”, contou.

O promotor de vendas Victor Manoel e o motorista Samuel Santos explicam que a roçadeira foi adquirida por meio de vaquinha. Sem um conhecimento técnico sobre a máquina, os moradores aprenderam a usá-la, assumindo os riscos com possíveis acidentes. “Os próprios moradores se reuniram e compraram. A gente teve que fazer uma vaquinha, para poder comprar uma roçadeira”, disse Victor.

Homem manuseando roçadeira (Foto: TV Clube)

Samuel é um dos responsáveis por manusear a roçadeira. Para ele, a comunidade está tendo que dar conta de uma responsabilidade da Prefeitura de Teresina. “Nos reunimos, aprendemos a manusear a máquina para a gente fazer o serviço, o saneamento do nosso loteamento, fazendo a obrigação da Prefeitura, que não está nos enxergando, infelizmente”, reclamou.

As dificuldades da região vão além dos impasses com a limpeza pública. A avenida principal que liga os bairros Mario Covas e Vila Irmã Dulce está intrafegável, por contas dos buracos na via. Ioan Maria desabafa que os proprietários de veículos têm tido gastos de forma regular, porque as vias públicas estão há algum tempo sem revitalização.

Avenida principal do Angelim (Foto: TV Clube)

“Os nossos carros aqui, nossos veículos de transportes, só vivem quebrados, na oficina quebrada. Então, os prejuízos são enormes. E o que a gente espera é o retorno do poder público diante dos impostos que são cobrados, uma resposta para melhoria do nosso domínio”, fala.

O sentimento da comunidade é de descaso. É o que explica o líder comunitário, Carlos Potência, que já denunciou a situação mais de oito vezes. “Nós estamos esquecidos pelo poder público. Por isso, fica o questionamento: ‘cadê o poder público? Será que nós vamos ter que resolver as coisas sozinhas? Será que nós vamos ter que reunir os moradores, para fazer esse tipo de serviço? Cadê os impostos que nós pagamos?’. Isso é muito triste”, afirmou.

Diante das denúncias, a TV Clube entrou em contato com a Superintendência das Ações Administrativas Descentralizadas (SAAD Sul) e cobrou um posicionamento, mas não obteve resposta.


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