Carlienne Carpaso e Isadora Cavalcante
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“É muito difícil saber que não vou poder mais escutar, ver e abraçar meu pai”, desabafa Sabrine Moraes Pereira, filha única do taxista Francisco Célio Pereira, encontrado morto a tiros no veículo em que trabalhava em Teresina (PI). Ele era policial penal aposentado e trabalhava como taxista para complementar a renda.
Sabrine conversou com o Portal ClubeNews durante o velório do pai, que acontece em uma funerária na Avenida Miguel Rosa, zona Sul de Teresina, nesta manhã de quinta-feira (6). O corpo do policial foi encontrado dentro do táxi no Torquato Neto na noite de quarta-feira (5).
“(Ele era) honesto e direito. Você recebe uma notícia dessa, que te dilacera e devasta. Eu quero justiça. Do jeito que foi para o meu pai, poderia ser comigo, poderia ser com vocês”, declarou a filha.
Sabrine reforça que a família quer a punição do culpado por matar o taxista. “Ele não teve chance nenhuma. Quem faz uma coisa dessa é muito cruel. Minha filha, netinha dele de 6 anos, louca por ele. Não sei como vai ser daqui para frente”, comenta.
A família pede a ajuda da sociedade para repassar à Polícia Civil qualquer informação sobre o crime. O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso.

O CRIME
O policial penal aposentado Francisco Célio Pereira, de 71 anos, foi morto a tiros enquanto trabalhava como taxista, no bairro Torquato Neto, zona Sul de Teresina. O crime aconteceu, na quarta-feira (5), próximo a uma escola da região.
O coordenador do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), Francisco Costa Barrêta, relatou que o corpo tinha seis orifícios na cabeça: quatro de entrada e dois de saída, na parte direita e abaixo da nuca.
A vítima costumava andar com duas armas, uma delas foi encontrada próximo ao corpo; a segunda não estava no veículo e pode ter sido levada pelo suspeito. A carteira com dinheiro ficou no carro.
O plantão do DHPP foi acionado pela Polícia Militar por volta das 19h de quarta-feira (5). No local, as pessoas relataram ao plantão, segundo o delegado Barêtta, que o carro parou em uma rua sem movimento por volta das 14h30.
Familiares relataram à polícia que o aposentado ficava em ponto na Praça Saraiva, Centro de Teresina, e estava atendendo uma corrida para o bairro Torquato Neto, zona Sul da capital. Este teria sido o último contato da vítima.
O delegado relatou que as equipes investigam se o principal suspeito é o mesmo que solicitou a corrida no Centro de Teresina.
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