
Um tabelião e alguns servidores de um cartório de Cajueiro da Praia, litoral do Piauí, são investigados por fraudar posses de terras da União, próximo à beira-mar, para vender os terrenos com supervalorização de cerca de 15.000%.
A investigação faz parte da Operação Tratado de Tordesilhas 2 da Polícia Federal (PF) que cumpriu 14 mandados de busca e apreensão em quatro cidades do Piauí: Cajueiro da Praia, Luís Correia, Parnaíba e Teresina.
Como funcionava o esquema
Conforme a PF, pessoas com baixo poder econômico, geralmente idosos, eram usadas para simular posse antiga em terrenos da União. Essas pessoas simulavam negócios jurídicos de compra e venda dessa posse, para obter a regularização junto à Secretaria de Patrimônio da União.
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, estelionato na modalidade de disposição de coisa alheia como própria, falsidade ideológica, corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, entre outros que sejam identificados.
Foi representado junto ao Tribunal de Justiça (TJPI) pelo afastamento de servidores do cartório, assim como do tabelião, envolvidos no esquema, em razão de indícios de corrupção de agentes públicos da prefeitura de Cajueiro da Praia, segundo a PF. Os nomes e cargos dos envolvidos não foram divulgados.
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