
Servidores comissionados da Câmara Municipal de Teresina (CMT), da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) e da Secretaria de Estado de Saúde do Piauí (Sesapi) foram alvos da Operação Escudo Eleitoral, na manhã desta quinta-feira (3). Ao todo, foram cumpridos oito mandados judiciais.
Durante a ação, a vereadora Tatiana Medeiros (PSB) foi presa em seu apartamento. Além disso, foram efetivados dois mandados de prisão preventiva, três de busca e apreensão, três de afastamento de função pública e de cargos em comissão ocupados pelos investigados.
A investigação, iniciada após a divulgação dos resultados das Eleições 2024, identificou elementos que apontaram vínculo entre vereadora eleita na capital piauiense e “expoente de facção criminosa violenta com grande atuação no estado”.
Financiamento
Segundo a Polícia Federal, há indícios de que a campanha eleitoral da parlamentar foi custeada com recursos oriundos de facção criminosa, bem como de desvios de recursos públicos de uma instituição não governamental.
Além das medidas judiciais, o Juízo Eleitoral determinou a suspensão das atividades da organização não governamental (ONG) “Vamos Juntos”, mantida pela vereadora.
O instituto ficará impedido de receber qualquer novo aporte de recursos. Além disso, os suspeitos afastados estão proibidos de frequentarem os locais que trabalhavam e de manter contato com outros servidores.
PSB avalia o caso
O ex-presidente do diretório regional do PSB e atual secretário de Planejamento do Piauí, Washington Bonfim, disse que o partido deve aguardar a conclusão do inquérito para adotar as medidas cabíveis ao caso.
“Para que possamos nos pronunciar, é necessário que tenhamos acesso ao inquérito e, assim, possamos adotar os processos legais cabíveis, conforme já fizemos no momento do afastamento da vereadora da direção municipal do PSB de Teresina”, informou o secretário em nota.
Outro lado
Por meio de nota, a Secretaria de Saúde informou que está prestando apoio aos órgãos competentes, já que um dos servidores lotados na Sesapi foi citado na operação.
“A Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) esclarece que o órgão não é alvo da investigação realizada pela PF no âmbito da Operação Escudo Eleitoral. Ao mesmo tempo, informa que está prestando, junto aos órgãos competentes, todas as informações solicitadas, já que um servidor foi citado na referida operação”, disse a Sesapi em nota.
A Câmara Municipal de Teresina marcou uma entrevista coletiva, às 10h30, com o procurador-geral da Casa, Pedro Rycardo Couto, para esclarecer os fatos. A Assembleia Legislativa informou que o caso será checado.
O Portal ClubeNews também buscou contato com a assessoria da vereadora Tatiana Medeiros, que ainda não se manifestou sobre a prisão.
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