30 de novembro de 2025

Mulher que matou irmão a facadas vai responder em liberdade com tornozeleira em Teresina

Uma câmera de segurança registrou o crime, onde a vítima recebeu vários golpes de faca.
Atualizado em 09/10/2025 14:20

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Kawany Maria dos Santos Ferreira, indiciada por homicídio privilegiado qualificado pela morte do próprio irmão, Carlos Eduardo Ferreira, de 26 anos, vai responder em liberdade, com o uso de tornozeleira eletrônica.

O crime aconteceu no domingo (5), no residencial Jacinta Andrade, zona Norte de Teresina (PI), após uma briga familiar que começou em um bar e continuou na casa da família, terminando na rua em frente à residência, com a vítima morta em uma calçada.

O assassinato teria sido motivado após a acusada ter visto o irmão agredindo a própria mãe, porém a polícia não confirmou a agressão física. Segundo o delegado Natan Cardoso, do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), mãe e o filho estariam perto um do outro quando a acusada chegou ao local onde eles estavam.

O delegado detalha a cena: “nesse momento, a mãe de ambos está agarrada com a vítima. Ela [a mãe] está no chão tentando segurar a vítima. A autora do crime disse que imaginou que a vítima estivesse chutando a mãe. No entanto, pelas imagens e pelas oitivas, isso não ficou comprovado. Muito pelo contrário, era a mãe que agarrava a vítima”, contou o delegado.

O delegado acrescenta que Kawany Maria se aproxima do irmão ao vê-lo com a mãe e desfere a primeira facada. “Ele começa a correr, se afastando dela; e ela desfere mais duas facadas nas costas dele. Ele tropeça em um cachorro, cai no chão e ela continua a desferir novos golpes de faca, falando a seguinte frase ‘É bom, né?’. Isso demonstrou uma crueldade”, continuou

De acordo com depoimentos de familiares à polícia, a vítima possuía um histórico de agressões físicas e verbais com membros da família.

“No depoimento de várias testemunhas e dos próprios familiares foi observado que a vítima realmente tinha esse histórico de agressões verbais e físicas, no contexto familiar. Isso parece ter ocasionado esse estopim que levou até a prática desse homicídio praticado pela irmã em desfavor de seu irmão”, afirmou.

INDICIAMENTO

O delegado Natan Cardoso, responsável pelo inquérito, explicou o crime de homicídio privilegiado qualificado. “O privilégio advém da injusta provocação da vítima, tendo em vista que agrediu o cunhado e a própria autora. Logo em seguida a essa injusta provocação da vítima, houve esse homicídio”.

“A qualificadora é em razão do meio cruel utilizada pela autora. Observamos no caso, a causa de aumento do crime de homicídio tento em vista que o crime foi praticado em desfavor de um parente, do próprio irmão. Concluímos as investigações e entendemos que não houve legítima defesa, tento em vista que não havia uma agressão atual ou iminente”, pontuou.

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