30 de novembro de 2025

Caso Tatiana Medeiros: advogado nega relação de Alandilson Passos com o Bonde dos 40

Alandilson Passos não participou da audiência de instrução e julgamento, na manhã desta terça-feira (25).
Atualizado há 4 dias

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O advogado Wildes Próspero – que defende o réu Alandilson Passos no caso investigativo sobre a vereadora Tatiana Medeiros (PSB) – negou o possível envolvimento do acusado com a facção criminosa Bonde dos 40.

Alandilson Passos não participou da audiência de instrução e julgamento, na manhã desta terça-feira (25), no Fórum Eleitoral de Teresina. Ele está preso na Penitenciária de Altos, que fica a cerca de 45 km da capital.

Em entrevista à imprensa, Wildes Próspero afirmou que Alandilson não é citado no processo como possível envolvido com o crime organizado. De acordo com ele, está sob investigação a compra ilícita de votos nas eleições de 2024 em favor de Tatiana Medeiros.

“Criou-se uma narrativa, que se vende mais fácil, dele ser integrante dessa facção criminosa. O Alandilson não responde a nenhum processo em que seja imputado a ele ou que tenha sido coletado algum elemento que aponte ele como integrante do Bonde dos 40”, declarou.

A Polícia Federal indiciou Alandilson Cardoso Passos pelos crimes de organização criminosa, corrupção eleitoral; lavagem de dinheiro; usura e violação do sigilo do voto.

Wildes Próspero afirmou que, na audiência de segunda-feira (24), não houve citação sobre o Bonde dos 40.

“O delegado foi muito categórico dizendo que sequer chegou a investigar essa hipótese investigativa. O que se verificou é que se houve uma reunião de pessoas com o propósito de eleger a vereadora Tatiana, fazendo uso de uma captação ilícita de sufrágio”, disse.

Tatiana Medeiros (Foto: Gustavo Cavalcante/TV Clube)



COMPRA DE VOTO

A defesa da vereadora Tatiana Medeiros afirma que não ocorreu a compra de votos no processo eleitoral para eleger a cliente. Ela foi eleita para o primeiro mandato nas eleições de 2024 pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB). Tatiana obteve 2.925 votos. Entre os crimes em julgamento, está o financiamento de campanhas eleitorais por facções criminosas no Piauí.

“A defesa sustenta que não houve compra de votos. O que eu posso dizer, e o que eu já tenho dito desde o início: é que não há envolvimento de facção. As premissas que iniciaram a investigação da Polícia Federal não se confirmaram”, disse o advogado Samuel Castelo Branco.

Após a produção das provas, a defesa ressalta que vai analisar o pedido de revogação da prisão domiciliar da parlamentar.

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