O julgamento aconteceu nesta quarta-feira (10), pelo Tribunal Popular do Júri de Teresina, seis anos após o crime. Segundo a denúncia do Ministério Público do Piauí (MPPI), Rudson estava com amigos no Bar do Gil, no bairro Buenos Aires, na noite de 1º de dezembro, quando o então policial passou a importunar mulheres oferecendo bebidas de forma insistente.
A vítima pediu que ele parasse e, em seguida, Max Kellysson teria efetuado o disparo. Rudson morreu cinco dias depois em um hospital particular. Por esse crime, Max foi expulso dos quadros da Polícia Militar do Piauí.
Inicialmente a pena ficou fixada em 10 anos, mas houve redução pois o réu confessou o crime e porque as provas, de acordo com a Justiça, não permitiram avaliar o grau de emoção em que se encontrava o acusado no momento do crime.
Clamor da família
A família de Rudson afirma que aguarda o júri com expectativa de que a punição seja a mais rigorosa. A advogada Ravennya Moreira, prima da vítima, diz que o julgamento representa um passo para reparar a perda.
“É uma dor imensurável. A ausência é sentida diariamente. A família clama para que a justiça seja feita e que a pena máxima, seja aplicada, porque Rudson teve a vida ceifada de forma covarde, com apenas 33 anos e um futuro inteiro pela frente”, declarou.
A vizinha abrigou a jovem, mas o ex-PM arrombou a porta e começou a espancá-la. A vítima tentou fugir pelo elevador, mas foi alcançada e imobilizada com um golpe de mata-leão. Ela só não morreu porque um vizinho interveio, permitindo que escapasse e se abrigasse na portaria do prédio.