1 de fevereiro de 2026

Justiça condena ex-PM que matou técnico em radiologia em Teresina a 7 anos de prisão

O julgamento aconteceu nesta quarta-feira (10) pelo Tribunal Popular do Júri de Teresina, seis anos após o crime.

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Vítima; Rudson Vieira Batista da Silva (à esquerda) e acusado; Max Kellysson Marques Marreiros (à direita) – Foto: Arquivo)

A Justiça condenou o ex-policial militar Max Kellysson Marques Marreiros a 7 anos e seis meses de prisão pelo assassinato do técnico em Radiologia Rudson Vieira Batista da Silva, crime que aconteceu em um bar na zona Norte da capital em 2019.

O julgamento aconteceu nesta quarta-feira (10), pelo Tribunal Popular do Júri de Teresina, seis anos após o crime. Segundo a denúncia do Ministério Público do Piauí (MPPI), Rudson estava com amigos no Bar do Gil, no bairro Buenos Aires, na noite de 1º de dezembro, quando o então policial passou a importunar mulheres oferecendo bebidas de forma insistente.

A vítima pediu que ele parasse e, em seguida, Max Kellysson teria efetuado o disparo. Rudson morreu cinco dias depois em um hospital particular. Por esse crime, Max foi expulso dos quadros da Polícia Militar do Piauí.

Inicialmente a pena ficou fixada em 10 anos, mas houve redução pois o réu confessou o crime e porque as provas, de acordo com a Justiça, não permitiram avaliar o grau de emoção em que se encontrava o acusado no momento do crime.

Clamor da família

A família de Rudson afirma que aguarda o júri com expectativa de que a punição seja a mais rigorosa. A advogada Ravennya Moreira, prima da vítima, diz que o julgamento representa um passo para reparar a perda.

“É uma dor imensurável. A ausência é sentida diariamente. A família clama para que a justiça seja feita e que a pena máxima, seja aplicada, porque Rudson teve a vida ceifada de forma covarde, com apenas 33 anos e um futuro inteiro pela frente”, declarou.

Momento do homicídio

Outra condenação

O ex-policial militar Max Kellysson Marques Marreiros já havia sido condenado a 11 anos de prisão por tentar matar a vizinha da ex-namorada. O crime aconteceu em 28 de agosto de 2022, em um condomínio na Zona Leste de Teresina. Segundo o processo, Max agredia a companheira, momento em que ela fugiu e pediu ajuda à vizinha.

A vizinha abrigou a jovem, mas o ex-PM arrombou a porta e começou a espancá-la. A vítima tentou fugir pelo elevador, mas foi alcançada e imobilizada com um golpe de mata-leão. Ela só não morreu porque um vizinho interveio, permitindo que escapasse e se abrigasse na portaria do prédio.

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