13 de janeiro de 2026

Mãe é indiciada por jogar recém-nascida morta em matagal na zona Leste de Teresina  

A mulher prestou depoimento, mas permaneceu em silêncio e foi liberada após pagar fiança de R$ 3 mil.
Réporter
Atualizado há 21 horas

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Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (Foto: reprodução)

A Polícia Civil concluiu, nesta segunda-feira (12), o inquérito sobre um feto encontrado no bairro Vale Quem Tem, zona Leste de Teresina. A mãe do recém-nascido, que foi descartado sem vida, vai responder por ocultação de cadáver, após pegar um carro por aplicativo para jogar o corpo dentro de um saco plástico em um matagal.

De acordo com a delegada Nathalia Figueiredo, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o laudo apontou que a criança morreu durante o parto. Como não há sinais internos ou externos de violência, a mulher deve responder apenas por ocultação de cadáver.

“O laudo nós trouxemos que a criança nasceu viva, mas morreu em decorrência do parto, e não de forma criminosa por não haver nenhum indício interno e nem externo de violência”, relatou a delegada.

Entenda o caso  

Um recém-nascido foi encontrado morto em um matagal, no bairro Vale Quem Tem, zona Leste de Teresina, no dia 16 de novembro de 2025. Um motociclista por aplicativo foi o primeiro a avistar o corpo. 

O homem teria presenciado o momento em que uma mulher jogou um saco de plástico com o recém-nascido na mata. Sem saber de qual material se tratava, ele se aproximou e verificou que era um corpo de um bebê.

O homem relatou que fez uma corrida e buscou a mulher em um estabelecimento comercial. A suspeita estava com uma sacola preta, o que despertou a curiosidade do motorista. No trajeto, ela teria jogado a sacola em uma área de mata, alegando que o conteúdo era lixo da empresa onde trabalhava. 

Investigação e ocultação de cadáver 

O motorista por aplicativo prestou depoimento. A mãe do feto também foi ouvida, mas permaneceu em silêncio durante o interrogatório. Ela foi autuada por ocultação de cadáver e presa em flagrante, sendo liberada logo em seguida após o pagamento de fiança no valor de R$ 3 mil.

A delegada Figueiredo explicou que a investigação busca determinar as circunstâncias da morte: 

“Até o momento está como ocultação de cadáver, mas temos que analisar a condição desse feto. Saber se a criança nasceu viva ou morta. No caso de ter nascido morta, se esse aborto se deu de forma espontânea ou houve aborto criminoso. No caso de ter nascido viva, se essa morte aconteceu no parto, de forma não criminosa, ou se houve crime da genitora.” 

Exame toxicológico em análise 

Inicialmente, o bebê não apresentava sinais de agressões. O feto foi periciado e estava próximo do nascimento, com cerca de 37 semanas de gestação.

“Temos que analisar, se isso foi solicitado pelo exame toxicológico, se ela teria usado alguma substância abortiva”, finalizou a delegada, indicando que a investigação aguarda os resultados para avançar. 

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