13 de janeiro de 2026

Inclusão é uma construção

Jornalista e Radialista
Atualizado há 4 horas

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Inclusão é uma construção (foto: arquivo pessoal)

Um novo ano é também uma oportunidade de manter bons hábitos e incluir novos. Entre eles, talvez o mais urgente seja acreditar, de forma concreta, na capacidade de todas as pessoas aprenderem. Inclusão começa aí. Simplificar excessivamente tarefas, conteúdos ou responsabilidades, na tentativa de “ajudar”, pode produzir o efeito contrário: o chamado favorecimento negativo, que limita, rotula e impede o desenvolvimento real.

Pensar a inclusão desde o início do ano é compreender que não existem receitas prontas. Cada contexto exige escuta, planejamento e disposição para rever práticas. Uma boa alternativa é ampliar o olhar e não se limitar à deficiência. Inclusão também envolve raça, gênero, condição socioeconômica, pessoas com altas habilidades e todos aqueles que, historicamente, tiveram seus direitos negligenciados.

Outro desafio permanente é a resistência. Ainda há quem acredite na impossibilidade de incluir, especialmente no ambiente educacional. No entanto, é justamente a formação continuada, aliada à crença de que a inclusão é possível, que promove transformação. Incluir não é concessão: é garantir direitos, reconhecer potencialidades e construir, diariamente, uma sociedade mais justa.

Por fim e não menos importante, deixo uma palavra para reflexão e prática: metacognição.
Metacognição é a capacidade de pensar sobre o próprio processo de aprendizagem, compreender como se aprende, quais estratégias funcionam e quais precisam ser ajustadas. Na prática da inclusão, isso evita o favorecimento negativo, pois o foco deixa de ser “simplificar demais” e passa a ser ensinar a pensar sobre o próprio aprender. Assim, todos participam do processo, cada um com seus recursos, tempos e estratégias.

Inclusão é uma construção de consciência, diálogo e pertencimento.

Inclusão e ação, já:

  • Propor momentos de autoavaliação, refletir sobre como aprender e o que pode melhorar.
  • Aprender diferentes estratégias para o mesmo conteúdo, permitindo escolhas conscientes.
  • Estimular perguntas como “o que me ajudou a aprender?” e “o que posso tentar diferente da próxima vez?”.



Inclusão é construção de caminhos, não atalhos.
Seja inclusivo ao invés de exclusivo.


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