
O jornalista e apresentador Erlan Bastos morreu, na manhã deste sábado (17), aos 32 anos, vítima de uma Tuberculose Peritoneal (TP), condição considerada rara. Ele estava internado no Hospital Natan Portella, em Teresina (PI).
Em dezembro de 2025, Erlan Bastos passou mal ao vivo em seu programa “Bora Macapá” na NCTV – uma emissora de televisão no estado do Amapá – e foi internado no Hospital de Emergência (HE), em Macapá. Ele apresentou fortes dores no peito e na região abdominal, além de fraqueza intensa e episódios de suor frio.
A Tuberculose Peritoneal é uma doença inflamatória crônica do peritônio – membrana que reveste a cavidade abdominal -, sendo uma forma de tuberculose extrapulmonar.
Por meio de nota, a emissora NCTV lamentou a morte do profissional, que estreou no comando do programa “Bora Macapá” no dia 15 de dezembro, e disse que Erlan Bastos “mudou os rumos do jornalismo investigativo e crítico” no estado.
“Com coragem, compromisso com a verdade e uma postura firme diante dos fatos, ele deu voz a denúncias, provocou reflexões e fortaleceu o papel do jornalismo como instrumento de fiscalização, justiça e cidadania”, disse.
Erlan Bastos também atuou nos estados do Ceará e Piauí, em emissoras de televisão e portais de notícias. Ele chegou a receber o título de cidadão honorário do estado do Piauí, concedido pela Assembleia Legislativa (Alepi).
O horário e local do velório do jornalista ainda será divulgado. Erlan Bastos deixa família, mãe e irmãos, além do marido.
Confira a nota da NCTV na íntegra:
Com imenso pesar, nos despedimos de Erlan Bastos, apresentador do Bora Amapá, que chegou há pouco tempo para integrar nossa equipe, mas deixou uma marca profunda e definitiva no jornalismo do estado.
Em um período tão breve, Erlan conseguiu o que muitos levam anos para construir: mudou os rumos do jornalismo investigativo e crítico no Amapá.
Com coragem, compromisso com a verdade e uma postura firme diante dos fatos, ele deu voz a denúncias, provocou reflexões e fortaleceu o papel do jornalismo como instrumento de fiscalização, justiça e cidadania.
Sua presença era intensa, sua fala era direta e seu trabalho, necessário. Erlan não se acomodava. Questionava, investigava e seguia em frente, sempre com o olhar atento às demandas da sociedade amapaense. Sua atuação elevou o debate público e reforçou a importância de um jornalismo independente, responsável e comprometido com o interesse coletivo.
A partida inesperada e precoce deixa um vazio imenso, na redação, nas telas, no jornalismo e em todos que acreditam na força da informação como agente de transformação. Mas seu legado permanece vivo: nas reportagens, nas denúncias reveladas, na coragem que inspirou colegas e na consciência crítica que ajudou a despertar.
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