22 de janeiro de 2026

Funcionários são indiciados por furtar pneus avaliados em R$ 12 mil dentro de empresa em Teresina

O caso teve início após a constatação do desaparecimento de oito pneus do estoque da empresa.
Repórter
Atualizado há 23 horas

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Dois funcionários foram indiciados pelo furto qualificado ocorrido na empresa Cacique Pneus Indústria e Comércio, que resultou em um prejuízo estimado em R$ 12 mil. O caso teve início após a constatação do desaparecimento de oito pneus do estoque da empresa, dando origem à instauração de inquérito policial.

As investigações apontaram que o crime foi praticado mediante abuso de confiança, envolvendo funcionários e terceiros. Um vídeo de câmera de segurança, disponibilizado pela administração da empresa, foi fundamental para o esclarecimento dos fatos. As imagens mostram o funcionário Daniel da Silva colocando oito pneus sobre uma camioneta Nissan Frontier, no pátio do estabelecimento.

Segundo o delegado Jarbas Lima, do 23ª Delegacia Polícial, Daniel confessou em interrogatório que realizou a entrega dos pneus a um homem de aproximadamente 36 anos, que conduzia o veículo utilizado no transporte. Segundo ele, a ação ocorreu por ordem direta de seu superior hierárquico, Irlan Victor Dias Leite, gestor do estoque de pneus remanufaturados.

“Daniel afirmou ainda que recebeu R$ 200, via transferência Pix, como pagamento pela prática criminosa, apresentando o comprovante aos investigadores. Em declaração formal, confessou o crime e apontou também a participação de Nonato Danilo Silva Aquino, responsável pelo frete dos pneus”, relatou.

O investigado Irlan Victor Dias Leite foi interrogado e negou qualquer envolvimento com o furto. No entanto, o avanço das diligências trouxe novos elementos que reforçaram a linha investigativa e sua participação no crime.

Durante a apuração, o delegado ouviu o proprietário do veículo utilizado no transporte dos pneus. Ele declarou que apenas emprestou a camioneta a Nonato Danilo Silva Aquino, não havendo provas de sua participação no crime.

Já Nonato Danilo Silva Aquino, inicialmente, afirmou que teria sido contratado apenas para realizar um frete, alegando ter recebido uma ligação de um suposto funcionário da empresa e que entregou os pneus a um desconhecido em uma Hilux branca, sem receber o valor combinado. Contudo, em nova oitiva realizada em 13 de janeiro de 2026, Nonato apresentou mensagens e áudios de WhatsApp que, segundo ele, comprovariam sua versão.

De acordo com o delegado, as conversas do WhatsApp ocorreram diretamente entre Nonato Danilo e Daniel da Silva, evidenciando que ambos agiram em unidade de desígnios, com o objetivo de subtrair os pneus da empresa. O inquérito concluiu a participação no crime de Daniel e Nonato, com menções diretas a Irlan Victor Dias Leite como possível mentor e articulador da ação.

Conforme o laudo, Irlan, mesmo não aparecendo diretamente nos diálogos, é citado como a pessoa que “resolveria qualquer problema” caso o furto fosse descoberto, valendo-se de sua posição de chefia e de seu conhecimento privilegiado sobre o estoque da empresa. Representantes da empresa reconheceram a voz de Daniel nos áudios e afirmaram que as mensagens demonstram claramente a negociação para a retirada dos pneus, utilizando o funcionário para executar a entrega e orientando estratégias para tentar encobrir o crime.


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