
O diretor do Colégio Inove, Marcos Alan, se pronunciou pela primeira vez após o encerramento das atividades da instituição. Em nota encaminhada à imprensa, neste sábado (24), Marcos Alan reconheceu a existência de pendências financeiras com professores da escola e garantiu o reembolso das matrículas pagas para 2026.
Os professores e demais servidores do Inove foram surpreendidos, na quinta-feira (22), com o anúncio do fechamento da instituição. A notícia foi veiculada em um grupo de WhatsApp formado pelos docentes da escola. Eles alegam atrasos salariais e o não cumprimento de direitos trabalhistas.
A instituição funcionou entre 2021 e 2025, herdando dificuldades financeiras e administrativas de um Comprovante de Inscrição e de Situação Cadastral (CNPJ) de outra instituição de ensino, segundo relatou Marcos Alan.
“Lamentavelmente, tais entraves tornaram inviável a continuidade do funcionamento do colégio, levando à decisão responsável de encerramento antes do início do ano letivo de 2026, justamente para evitar maiores prejuízos à comunidade escolar”, justificou.
Para 2026, conforme a nota, foram efetivadas somente 26 matrículas. De acordo com ele, os pais serão integralmente ressarcidos e as documentações dos estudantes ficarão disponíveis na Secretaria de Educação (Seduc).
Atrasos salariais
O professor Rubens Matos integrava o corpo docente do Inove há dois anos e disse que a escola já enfrentava problemas financeiros. A somatória dos salários atrasados chega a R$ 14 mil e o professor teme não receber o montante após o anúncio do fechamento.
“Ficamos a ver navios, ele não pagou nada. Ele me deve R$ 14 mil e há professores com R$ 36 mil a receber. Ele sumiu. Ontem, criou um grupo e mandou um áudio temporário dizendo que amanhã (24), às 9h, os professores deveriam ir à quadra da escola para pegar ‘o que tiverem de pegar’. Só que lá só tem carteira escolar”, lamentou o professor.
Quanto à situação, Marcos Alan disse que há um “cenário de inviabilidade econômica” e garantiu buscar “as soluções legais cabíveis.
“Em relação às obrigações trabalhistas, a direção reconhece a existência de pendências financeiras, decorrentes do cenário de inviabilidade econômica, e reafirma seu compromisso de buscar as soluções legais cabíveis, por meio dos instrumentos jurídicos adequados”, disse Marcos Alan.
Confira a nota do Inove na íntegra:
A direção da instituição Colégio Inove vem a público prestar esclarecimentos sobre o encerramento de suas atividades, principalmente no que diz respeito às recentes informações veiculadas por alguns portais de notícias.
A escola funcionou por cinco anos (2021 – 2025), período em que foram feitos esforços inúmeros e contínuos para manter o projeto educacional ativo, apesar das diversas dificuldades financeiras e administrativas herdadas desde a assunção do CNPJ, que já possuía vínculos anteriores com outra instituição de ensino.
Lamentavelmente, tais entraves tornaram inviável a continuidade do funcionamento do colégio, levando à decisão responsável de encerramento antes do início do ano letivo de 2026, justamente para evitar maiores prejuízos à comunidade escolar.
Informamos que todos os valores, referentes às matrículas (total de 26) realizadas para o ano letivo que não se iniciou, estão sendo integralmente reembolsados aos responsáveis, e que toda a documentação acadêmica foi devidamente entregue à Secretaria Estadual de Educação, conforme determina a legislação.
Em relação às obrigações trabalhistas, a direção reconhece a existência de pendências financeiras, decorrentes do cenário de inviabilidade econômica, e reafirma seu compromisso de buscar as soluções legais cabíveis, por meio dos instrumentos jurídicos adequados.
Reforçamos que não houve abandono de alunos, interrupção de atividades em curso ou retenção indevida de documentos ou valores.
A direção permanece à disposição para esclarecimentos, sempre pautada pela boa-fé e respeito à comunidade escolar, além de que todos os contatos estão concentrados no telefone institucional de número (86) 4141-5041, utilizado desde 2022 pelo colégio.
Por fim, repudia de forma veemente toda e qualquer tentativa infundada de plantar narrativas inverídicas com o intuito único de denegrir a imagem pessoal e institucional da gestão, bem como a exposição, por parte de alguns veículos de mídia, sem a devida averiguação dos fatos, o que fere diversos princípios do direito à informação.
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