Com informações TV Clube e g1 Petrolina
A segunda fase do processo que apura a morte do empresário piauiense Erlan Oliveira foi iniciada na segunda-feira (2) e continua nesta terça-feira (3), no Fórum de Petrolina, no Sertão de Pernambuco. Nesta etapa, estão sendo ouvidas as testemunhas de acusação e de defesa, além de assistentes técnicos. Os réus também devem ser interrogados ao longo da audiência.
Os advogados dos seis acusados acompanharam a sessão. Parte das defesas voltou a questionar a ausência de imagens que circularam nas redes sociais e que, segundo eles, mostrariam a atuação de um sétimo envolvido no caso — pessoa que não foi denunciada pelo Ministério Público.
Atualmente, os réus estão em situações diferentes: João Ítalo Barbosa, Iak Lima e José Lima Ferreira Júnior estão presos; Vitória Maria e Laiza Guimarães Coelho cumprem prisão domiciliar; e Franklin Aquino responde em liberdade.
O advogado Weryd Simões afirmou que a defesa insistirá para que todos os registros sejam anexados ao processo.
“A expectativa da defesa é que as provas que existam nesses autos sejam postas na presença do juízo sobre o crime do contraditório. Nós temos uma questão técnica extremamente relevante. As imagens que são amplamente divulgadas pela imprensa, pelas redes sociais, nunca foram juntadas pela polícia civil no processo”, destacou o advogado Weryd Simões.
Um dos vídeos citados mostra um homem que seria o primeiro agressor de Erlan pouco após o empresário chegar a um bar no bairro José e Maria, onde tudo aconteceu em junho do ano passado.

Outro ponto levantado pelas defesas diz respeito à ordem dos acontecimentos que teriam levado à morte cerebral do empresário. Segundo Weryd Simões, a defesa solicitou exame toxicológico logo após o crime, mas o documento ainda não foi incorporado ao processo.
O advogado Wagner Veloso, que representa um dos acusados, reforçou que registros que inocentariam seu cliente também não foram anexados.
“Franklin não triscou, não chegou sequer a ter um contato físico com o Erlan. O que Franklin fez foi desligar um carro que a Erlan, fora de si, queria tirar esse carro de toda sorte, perto ali de mais de cem pessoas. E Franklin desligou o carro, tão somente”, afirmou.
Já o advogado Brenno Marrone argumentou que ainda existem muitas lacunas a serem esclarecidas. “A audiência de instrução serve justamente para isso: discutir as provas que já existem e solicitar aquelas que ainda não foram apresentadas, para que o contraditório seja plenamente exercido”, destaca o advogado.
Após a conclusão desta fase, a juíza Elani Brandão Ribeiro decidirá se todos, ou apenas parte dos acusados, irão a júri popular.
Entenda o caso
Erlan Oliveira, de 28 anos, foi espancado por um grupo de pessoas em um bar na Avenida Sete de Setembro, em Petrolina, após sair do São João da cidade.
A Polícia Civil afirmou que ele deixou o evento em um carro de aplicativo. Ao chegar ao local, entrou em outro veículo que estava com o som de um “paredão” ligado.
A investigação policial apontou que Erlan desligou o aparelho, o que motivou a reação violenta dos ocupantes daquele carro.
O empresário foi retirado do veículo e agredido. Ele foi socorrido, levado a um hospital da cidade e, depois, transferido para o Piauí em uma UTI aérea, mas teve morte cerebral.
Posicionamentos
A TV Clube entrou em contato com o advogado da família de Erlan Oliveira, mas ele informou que não irá se pronunciar sobre o caso.
Também foi buscada a Polícia Civil de Pernambuco para questionamentos levantados por uma das defesas, porém não responderam até o momento da veiculação da reportagem.
Envie sua sugestão de pauta para nosso WhatsApp e entre no nosso Canal.
Confira as últimas notícias: clique aqui!