A endometriose durante anos foi considerada uma doença enigmática com etiopatogenias diversas concorrendo para sua explicação, que vão desde fatores genéticos a hormonais, imunológicos e até ambientais.
A demora no diagnóstico da endometriose causa inúmeros prejuízos à vida de uma mulher! Estima-se que em média haja um atraso de cerca de 7 anos para seu diagnóstico.
Esse amplo espectro de prejuízos varia de condições físicas como cólicas menstruais intensas e incapacitantes a dor pélvica crônica, levando a prejuízos sociais nas atividades cotidianas como falta ao trabalho ou rendimento abaixo do esperado.
Na esfera sexual, são mulheres que podem apresentar dor durante a relação sexual, o que evidentemente pode prejudicar o relacionamento do casal num sentido muito abrangente.
Ainda no relacionamento conjugal, a endometriose se configura como importante causa de infertilidade, impactando negativamente os planos da maternidade e mais uma vez penalizando a mulher num patamar difícil de mensurar em esfera física e psicológica.
A boa notícia é que hoje estamos muito mais aptos ao diagnóstico. Estamos mais atentos à clínica que durante muitos anos foi negligenciada e temos exames complementares para diagnóstico muito mais simples e precisos, sem que haja necessidade de sempre recorrer à cirurgia videolaparoscópica para o diagnóstico.
O tratamento de primeira linha costuma ser clínico medicamentoso no sentido de fazer um “bloqueio hormonal” que promova a atrofia dos focos existentes e evite a formação de novos focos de endometriose. Este tratamento está autorizado até mesmo de forma empírica diante da suspeita clínica.
A cirurgia é reservada para casos específicos e em geral sem melhora com o tratamento clínico, ou volumosos cistos endometrióticos, ou acometimento de órgãos adjacentes.
Na ocorrência de infertilidade pode-se lançar mão das técnicas de reprodução assistida com boas chances de sucesso depender da idade da mulher.
A mensagem final é: Você não precisa sofrer sozinha! Procure um profissional de saúde que valorize sua queixa e que te oriente da forma mais adequada para que você melhore sua qualidade de vida e evite complicações futuras.
Profª Drª Simone Madeira – Ginecologista e Obstetra
CRM 1812-PI e RQE: 198
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