Atualizada às 14h
O delegado da Polícia Federal (PF), Marco Antônio Nunes, deu detalhes da investigação sobre um esquema de sorteios irregulares operado em Teresina (PI) por uma empresa.
Segundo a autoridade, a empresa mudava de nome constantemente, o que seria uma forma de “burlar a investigação”.
“É uma forma de burlar a fiscalização do Ministério da Fazenda. Eles tentam de todas as formas alterar o quadro societário, o nome. Passa de nome para um outro, mas na continuação, são sempre as mesmas pessoas, muda uma ou outra”, afirmou.

As contas bancárias de todos os sete investigados na operação foram bloqueadas pela Justiça. Contudo, ainda não há um valor exato.
“Ainda não temos o valor. O valor dos bloqueios vai ser divulgado posteriormente, mas passa da casa dos milhões”, contou o delegado.
Conforme o delegado, um dos alvos da investigação só não foi preso em flagrante por lavagem de dinheiro por estar viajando.
“A gente não representou por prisões e o alvo que foi constatada a lavagem de dinheiro, não estava na cidade, estava em viagem”, disse o delegado.

OPERAÇÃO INVESTIGA FRAUDE NOS SORTEIOS
A Polícia Federal (PF) investiga um esquema de sorteios irregulares em Teresina por meio da Operação Aleatorius, deflagrada no domingo (8). A ação apura uma empresa que vendia títulos de capitalização e usava o produto para realizar sorteios sem autorização do Ministério da Fazenda.
Por determinação judicial, as atividades da empresa foram suspensas e o sorteio do último domingo (9) não ocorreu. Segundo a PF, a empresa extrapolava a legislação ao promover sorteios frequentes, com prêmios altos, regras próprias e divulgação irregular, levando consumidores a acreditar que eram promoções oficiais.
Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em Teresina, Juazeiro do Norte (CE), Garanhuns e Caruaru (PE). Aproximadamente R$ 850 mil em espécie, celulares e documentos foram apreendidos.
A PF também identificou movimentação financeira fora do sistema bancário, possível fracionamento de valores e pagamento de prêmios em dinheiro. As condutas podem configurar crimes como lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, falsificação de selo público e crimes tributários.
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