
O quarto suspeito de envolvimento no latrocínio do empresário de joias Edivan Francisco de Moraes, morto no dia 3 de janeiro, foi preso na manhã desta sexta-feira (13) na cidade de Altos (PI). A prisão ocorreu durante a segunda fase da Operação Caronte, realizada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
O detido foi identificado como Renato “Magão”, considerado de alta periculosidade e com passagens por roubo e assaltos a lotéricas. Segundo as investigações, ele teve participação direta no crime, entrou na casa da vítima junto com outros envolvidos e dirigiu o carro roubado do empresário após a execução.
A polícia informou ainda que Renato havia fugido da penitenciária em 2025 e possuía um mandado de recaptura em aberto. Durante o cumprimento da ordem judicial, foram apreendidos na casa dele uma arma calibre .40 com numeração raspada, munições, dois celulares, um relógio e várias joias.
Três suspeitos do crime já haviam sido presos na primeira fase da operação, realizada em 23 de janeiro. Um outro envolvido, identificado como Pedro Felipe Felix de Sousa, permanece foragido. O DHPP divulgou a foto dele e disponibilizou o número (86) 99463-6500 para informações que possam levar à sua localização.

O crime
A investigação apontou que Edivan Moraes foi atraído para uma negociação falsa de 98 gramas de ouro, avaliada em cerca de R$ 40 mil. Os criminosos convenceram a vítima a retornar para casa acreditando que concluiria a venda.
Ao chegar ao local, o empresário foi surpreendido e morto. O grupo roubou o colar e a pulseira de ouro que Edivan usava, além de fugir no carro dele. Para dificultar a investigação, os suspeitos ainda retiraram um equipamento de armazenamento de imagens da residência.
O sistema de videomonitoramento SPIA foi fundamental para rastrear o trajeto do veículo roubado e ajudar a reconstruir a rota dos suspeitos.
A SSP-PI afirmou que o crime foi planejado, com divisão de tarefas entre os envolvidos. O suspeito conhecido como “GG” teria sido o responsável por intermediar a negociação falsa, mantendo contato direto com Edivan e monitorando o deslocamento dele em tempo real no dia do crime.
Os suspeitos identificados como “Neurótico” e “Raimundinho” participaram diretamente da execução dentro da residência. As investigações seguem em andamento para capturar o último foragido e concluir o inquérito.
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