As festas de Carnaval se aproxima e, com elas, os glitters e purpurinas que fazem parte do visual de muitos foliões. No entanto, é preciso ter cuidado para evitar que esses produtos entrem em contato direto com os olhos.
O uso do glitter é permitido, mas exige atenção a alguns cuidados específicos, como não aplicá-lo muito próximo aos olhos e optar pelos glitters cremosos, que têm menor probabilidade de cair dentro deles.
Segundo a oftalmologista Amanda Paz, caso alguma partícula de glitter caia no olho, a principal recomendação é evitar coçar. A primeira atitude deve ser lavar o olho com água corrente, tentando remover o máximo possível das partículas.
“O primeiro impulso da pessoa é coçar o olho, e isso deve ser evitado. Quando você coça, provoca a fricção da partícula de glitter contra o olho, o que pode ocasionar uma lesão”, explicou a médica.
Ainda de acordo com Amanda, o glitter quando friccionado contra a córnea pode causar uma lesão chamada ceratite. Em caso de qualquer sintoma, é fundamental procurar um oftalmologista, pois, se não tratada, a ceratite pode evoluir para complicações mais graves, como inflamação intensa e até formação de úlcera.
A médica também alertou para o uso indiscriminado de colírios, que podem trazer consequências ainda mais severas quando não há prescrição médica.
“Às vezes as pessoas pensam que todos os colírios são iguais, mas não são. O uso inadequado de colírio em casos de ceratite pode atrasar a cicatrização, por isso não é recomendado utilizá-los sem orientação de um especialista”, destacou.
Para a oftalmologista, o local ideal para aplicação do glitter é acima das sobrancelhas, que funcionam como uma barreira caso o produto se solte, seja pelo derretimento da cola ou pelo suor, ou abaixo das pálpebras, evitando sempre a região muito próxima aos olhos.
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