15 de fevereiro de 2026

Tutores denunciam espera de duas horas para receber cadela após voo do Piauí a São Paulo

Casal afirma que Amora, de cinco meses, só foi entregue muito depois das bagagens

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Cadela Amora. (Foto: montagem / ClubeNews)

A viagem de volta para São Paulo se transformou em frustração para os médicos Isadora Leão e Germano Leão, tutores da cadelinha Amora. O casal, que embarcou em Teresina após dez dias de férias no Piauí, denunciou nas redes sociais a demora para receber o animal no Aeroporto de Guarulhos na noite de quinta-feira (13).

Segundo eles, a filhote de cinco meses permaneceu cerca de duas horas sem ser entregue, mesmo após o desembarque das malas dos passageiros.

A Latam Airlines Brasil informou que lamenta o atraso na restituição da cadela e declarou que o procedimento seguiu os protocolos previstos para o transporte de animais e atendimento em solo. O Aeroporto de Guarulhos também foi procurado, mas não emitiu resposta até a última atualização.

Isadora e Germano, naturais do Piauí e residentes em São Paulo, decidiram levar Amora para conhecer a família durante as férias. Antes do retorno, foram informados pela companhia de que, por ser de porte médio, a cadela não poderia viajar na cabine e deveria ser transportada no porão da aeronave.

O casal afirma que tomou todas as medidas exigidas: providenciou o atestado veterinário, adquiriu a caixa de transporte rígida e pagou mais de R$ 500 por trecho para o embarque do animal. Amora foi entregue à equipe da companhia às 17h30, ainda no aeroporto de Teresina, onde os tutores relataram ter recebido atendimento atencioso e rápido.

(Foto: reprodução/redes sociais)

Apesar das orientações, o link de rastreamento fornecido pela empresa não funcionou durante todo o trajeto.

O voo pousou em Guarulhos às 21h50. Uma hora depois, ainda sem notícias de Amora, o casal foi informado por funcionários de que animais são os últimos a serem liberados, informação que os surpreendeu.

“Quer dizer que uma mala tem mais prioridade que um ser vivo?”, questionaram os tutores.

A resposta concreta só veio após seis idas ao balcão de atendimento, quando Isadora soube que Amora havia sido retirada do porão por volta das 23h, quase duas horas após o pouso.

“Foi desesperador. A sensação era de descaso total. E ainda fomos maltratados por um funcionário que tentou nos intimidar com grosserias”, relatou o casal.

A tutora afirma que dois funcionários entregaram a caixa de transporte por uma porta lateral próxima às esteiras de bagagem. Segundo ela, ninguém pediu documentos, comprovantes ou qualquer confirmação de identidade.

“Não perguntaram quem nós éramos. Nada. Apenas deixaram a caixa e saíram”, disse Isadora.

(Foto: reprodução/redes sociais)

Como a caixa estava lacrada, o casal precisou romper o lacre com as próprias mãos. Ao abrir, encontraram Amora assustada, chorando e com sede. O voo havia sido o primeiro da cadela, que passou por treinamento prévio para se adaptar ao transporte.

“Até quando isso vai acontecer? Nossos animais são vidas e merecem respeito”, desabafaram.

Nota da Latam na íntegra:

A Latam Airlines Brasil informa que o pet foi desembarcado e entregue aos seus tutores seguindo os procedimentos aplicáveis ao transporte de animais e ao atendimento em solo pelos provedores responsáveis. A companhia lamenta a demora na restituição do animal após a chegada do voo e reforça que o bem-estar e a saúde dos pets transportados são prioridades em todas as etapas da viagem.


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