20 de fevereiro de 2026

Falsa advogada é presa em Teresina por corrupção e acesso ilegal a processos, diz delegado

Mulher é investigada por colaborar com organização criminosa do Amazonas

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Lucila Meireles Costa, de 42 anos, foi presa em Teresina (PI), durante uma mega operação da Polícia Civil do Amazonas, com apoio da Polícia Civil do Piauí, na manhã desta sexta-feira (20).

Segundo o delegado Tales Gomes, da Diretoria de Operações Policiais (DEOP), a mulher é apontada pelas investigações como falsa advogada responsável por acessar ilegalmente processos sigilosos, com apoio de servidores corrompidos no Judiciário amazonense.

Lucila foi presa, durante cumprimento de mandado de prisão preventiva, no Centro de Teresina e, segundo a investigação, utilizava um token de acesso pertencente a uma advogada regularmente inscrita na OAB-AM. O dispositivo seria usado para consultar ações e antecipar decisões que interessavam à organização criminosa.

Além da prisão, foram apreendidos aparelhos eletrônicos, documentos e anotações, que agora fazem parte do material analisado pelas equipes de investigação.

Após ser interrogada, Lucila foi encaminhada ao sistema prisional, onde aguardará transferência e ficará à disposição da Justiça amazonense.

A investigação continua para identificar outros possíveis colaboradores no Piauí e aprofundar o rastreamento dos recursos movimentados pela facção.

Mulher é presa suspeita de atuar como “falsa advogada”. (Foto: divulgação / Polícia Civil

Megaoperação mira facção com atuação no Brasil inteiro

Batizada de Operação Erga Omnes, a ação partiu do Amazonas após o avanço das investigações sobre um esquema ligado ao Comando Vermelho. A organização é acusada de movimentar cerca de R$ 70 milhões em sete anos, usando empresas de fachada, rotas fluviais e veículos alugados para transportar drogas da Colômbia ao Brasil.

A operação apura crimes como:

  • Organização criminosa
  • Tráfico de drogas e associação para o tráfico
  • Corrupção ativa e passiva
  • Violação de sigilo funcional
  • Lavagem de dinheiro
  • Ocultação de patrimônio

Foram expedidos 23 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão, cumpridos simultaneamente em sete estados: Amazonas, Pará, Ceará, Minas Gerais, Maranhão, São Paulo e Piauí.

Entre os presos na operação está Anabela Cardoso Freitas, servidora da Prefeitura de Manaus e ex-chefe de gabinete do prefeito. Ela é suspeita de movimentar R$ 1,5 milhão para a facção por meio de empresas de fachada. Também foram detidos ex-assessores parlamentares e um servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas.

A investigação ganhou força após uma apreensão realizada no ano passado, quando a polícia encontrou:

  • Mais de 500 tabletes de skunk
  • Sete fuzis de uso restrito
  • Duas embarcações
  • Veículo utilitário usado na logística
  • Celulares e documentos

A partir desse material, a Polícia Civil do Amazonas identificou núcleos operacional, financeiro e político da organização. A atuação em Teresina está relacionada ao braço logístico e ao uso de documentos para violar sigilos judiciais.


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