O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, não escondeu o impasse envolvendo a definição do vice na chapa majoritária do governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT). Sem declarar apoio público ao nome do ex-secretário de Educação, Washington Bandeira (PT), para a vaga de vice, Wellington defende o entendimento entre os líderes dos partidos que formam a base governista.
Durante o final de semana, o ministro encaminhou uma carta aos seus correligionários, apontando os feitos de sua trajetória política no estado, além de fazer críticas a informações apontadas como falsas. O texto gerou repercussão nos bastidores, levantando hipóteses sobre o provável futuro da relação entre Wellington Dias e Rafael Fonteles.
Os dois, apontados como os principais líderes do PT no Piauí, estiveram presentes na mesma solenidade, na manhã desta segunda-feira (2), na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi). Em clima amistoso, o ministro pregou a intensificação dos diálogos sobre o assunto, mas evitou citar o nome de Washington Bandeira.
“Não podemos negar que ainda continuamos com diálogo. Esse diálogo envolve a direção de vários partidos, envolve o governador que tem um papel importante nesse trabalho e esse diálogo com os municípios. Há um sentimento, que eu acho que me anima. Todo mundo quer essa união”, disse.
Até o início do mês de janeiro, o médico Vinícius Dias – que carrega o sobrenome do pai, Wellington Dias – era cotado para o cargo de vice. A opção, no entanto, foi descartada pelo próprio presidente do PT, o deputado estadual Fábio Novo.

Diante da situação, o ministro Wellington Dias foi enfático ao lembrar que, para haver consenso, é necessário que alguém possa ceder e citou o exemplo dos partidos PSD e MDB. As legendas formalizaram uma federação cruzada em 2022, que deve se repetir em 2026.
“Não pense que é fácil você ter um partido como o MDB, liderado pelo senador Marcelo Castro, que tem assento na executivo nacional do MDB, aceitar por uma estratégia importante para o Piauí em se fundir com o PSD. Não é fácil. É a mesma coisa no parlamento. Cada lado, para poder isso acontecer, vai abrindo um pouco, vai abrindo mão. É assim que se faz o entendimento”, afirmou.
Possibilidade de disputa
Wellington Dias é senador da República, eleito em 2022, e está licenciado do cargo para chefiar o Ministério do Desenvolvimento Social. Questionado sobre a possibilidade de voltar a disputar as eleições em 2026, o ministro despistou.
“Pela vontade do povo do Piauí, eu tenho mandato até 2030. Estou como ministro do Governo do Brasil, do presidente Lula. Estou muito entusiasmado com o trabalho que estou fazendo. Imagine tirar o Brasil do mapa da fome sob a liderança do presidente Lula”, declarou.
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