
O Ministério Público do Piauí (MPPI) está apurando as condições de funcionamento do Hospital Areolino de Abreu, em Teresina (PI), após a morte violenta de um paciente nas dependências da unidade psiquiátrica. A investigação mira a estrutura, os protocolos de segurança e o quadro de profissionais do hospital, que opera em regime de porta aberta.
A 12ª Promotoria de Justiça de Teresina requisitou documentos, acionou conselhos profissionais, expediu recomendação administrativa e marcou uma audiência para o dia 16 de março, quando a unidade e a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) deverão apresentar providências.
A apuração foi aberta depois da morte de Pedro Araújo da Silva, de 29 anos, ocorrida na madrugada de 26 de fevereiro dentro do hospital. O paciente, que já havia recebido alta médica, esperava a família quando foi atacado.
Segundo informações apuradas pela TV Clube, Pedro foi asfixiado com um saco plástico e, em seguida, os agressores atearam fogo ao corpo. Os suspeitos, também pacientes, confessaram o homicídio e foram isolados dentro da própria unidade.
Recomendação administrativa
Após o crime, a promotora Débora Geane Aguiar Aragão instaurou um procedimento com foco na integridade física de pacientes e servidores. O caso também mobilizou o Conselho Regional de Medicina do Estado do Piauí (CRM-PI), que realizou vistoria e apontou a necessidade de investigação e avaliação dos riscos institucionais.
No dia 3 de março, o MPPI realizou uma audiência extrajudicial com a direção do hospital, além de expedir uma recomendação administrativa à Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi). A promotoria requisitou:
- Documentos enviados à Sesapi sobre necessidade de novos servidores;
- Lista completa de médicos, enfermeiros e técnicos, incluindo afastados e cedidos;
- Relatório detalhado sobre déficit de pessoal, principalmente técnicos e serviços gerais.
- Elaboração e implementação de um Procedimento Operacional Padrão (POP) específico para gerenciamento de risco e crise psiquiátrica;
A investigação permanece em andamento e terá nova etapa a partir da audiência marcada para 16 de março, quando os destinatários da recomendação deverão apresentar as providências adotadas em resposta às orientações do MPPI.
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