13 de março de 2026

Erro em regulação atrasa cirurgia de paciente com aneurisma no Piauí, diz família

Familiares relatam que o poder público transferiu a paciente para o hospital errado, colocando ela no final da fila.

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A família da paciente Igra Saraiva, de 37 anos, denunciou que ela passou quatro dias na fila de regulação para uma cirurgia de urgência de aneurisma cerebral. O caso fica mais grave pois aconteceu, de acordo com a família, após um erro no encaminhamento hospitalar. A mulher deveria ter sido enviada ao Hospital Getúlio Vargas (HGV), mas foi direcionada ao Hospital de Urgência de Teresina (HUT), o que teria atrasado o atendimento.

O marido de Igra, Caio Cesar Oliveira, conta que a esposa permaneceu dias na fila errada até que a equipe médica identificou o erro e corrigiu o encaminhamento. Com isso, ela precisou entrar novamente no sistema e foi colocada no final da fila, o que aumentou a espera pelo procedimento. Igra está em segundo lugar na fila, mas ainda existe o risco de novos casos mais graves passarem na frente.

“Na regulação dela colocaram H.U e todo tempo foi dito para nós que o H.U não fazia esse procedimento e veio escrito do próprio H.U ‘ela não tem perfil para nós, ela vai para a fila do HGV’, sendo que a todo momento falavam que ela estava na fila do HGV, mas em nenhum momento ela apareceu na fila ”, disse.

Igra está internada com aneurisma cerebral e anemia falciforme. O quadro é considerado grave, pois existe o risco de o aneurisma se romper a qualquer momento, o que pode provocar a morte da paciente.

O aneurisma cerebral é uma dilatação anormal na parede de uma artéria do cérebro, formando uma espécie de “bolha”. Quando se rompe, pode provocar hemorragia grave, causar acidente vascular cerebral (AVC) ou até levar à morte. Esse tipo de aneurisma pode surgir em diferentes partes do corpo, mas é mais comum no cérebro e na aorta.

A paciente também é mãe de uma criança de três anos, o que aumenta a angústia da família diante da demora pelo procedimento. O marido de Igra teme que ela contraia uma infecção hospitalar, devido às condições de higiene do local.

“O local aqui é insalubre você pode pegar uma infecção a qualquer momento, ela já está totalmente fragilizada por conta dos medicamentos. É agoniante demais essa espera”, relata.

Outro lado

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) diz que não houve falha na regulação da paciente e que a cirurgia precisa ser feita no Hospital Getúlio Vargas, vinculado ao Governo do Estado do Piauí. A Secretaria de Saúde do Piauí (Sesapi) informou que a mulher ocupa a quarta posição na fila para a neurocirurgia.


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