
Recordar sonhos pela manhã pode ser agradável, mas não indica, por si só, uma boa noite de sono. A capacidade de lembrar sonhos depende de fatores individuais, ambientais e cognitivos, além de estar sujeita a vieses de memória.
Há estudos mostrando mais sonhos vívidos e pesadelos em condições que fragmentam o sono, como síndrome das pernas inquietas e apneia. Em outros casos, despertares durante o REM podem favorecer a lembrança, sem que isso represente um sono restaurador.
Por isso, avaliar sono apenas pela recordação de sonhos é insuficiente. Indicadores mais confiáveis incluem facilidade para iniciar e manter o sono, número de despertares, sensação de reparo, humor, disposição e nível de alerta diurno.
Na prática clínica, o psicólogo do sono traduz essa experiência em dimensões funcional: alerta, humor, concentração, tolerância ao esforço e ao estresse. Esses indicadores são mais sensíveis do que a simples recordação onírica.
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