
Depois de circular por diferentes cidades do país ao longo de mais de uma década, o espetáculo “Isto também passará, antes que eu morra”, da cia. víÇeras, está em Teresina para o encontro no Campo Arte Contemporânea, entre os dias 20 e 22 de março de 2026. A entrada é gratuita.
Em cena, quatro mulheres compartilham memórias, afetos e conflitos que atravessam o tempo, o corpo e a casa. O espetáculo mistura teatro, dança e cinema, criando uma experiência sensorial em que relatos biográficos e ficcionais se encontram e se transformam. Ao longo de seus mais de dez anos de trajetória, a obra segue viva, em movimento, revisitando histórias e abrindo novas camadas de escuta e presença.
Idealizado e dirigido pela multiartista piauiense Marcia Regina, o trabalho parte da pluralidade do feminino para refletir sobre aquilo que passa e aquilo que permanece: as relações entre mães e filhas, os gestos do cotidiano e as memórias que continuam atravessando nossas vidas.
Em cena, Aila Beatriz, Luênia Guedes, Maria Victória Carballar e Lu Matias habitam uma casa feita de lembranças, objetos e encontros. Projeções, vídeos e imagens de outras intérpretes que passaram pelo espetáculo ao longo dos anos também aparecem na dramaturgia, criando um diálogo entre presença e memória, entre o que já foi vivido e o que ainda se transforma diante do público.
Mais do que uma narrativa linear, o espetáculo se constrói como um espaço de partilha. A casa vira lugar de escuta, o cotidiano se torna poesia e a memória se revela como um documento vivo, feito de histórias que se multiplicam entre gerações.
A temporada em Teresina também reforça o compromisso com a acessibilidade: a apresentação do dia 20 de março contará com intérprete de Libras, e a sessão do dia 21 terá audiodescrição.
cia. viÇeras
Fundada em 2010, a cia. víÇeras é um coletivo artístico brasiliense cuja proposta central é investigar e criar a partir da transdisciplinaridade, articulando diferentes linguagens como dança, audiovisual, artes visuais, teatro e performance. Sua abordagem surge das múltiplas formações e linhas de pesquisa de seus integrantes, gerando processos híbridos e experimentais que tensionam as fronteiras entre as artes e a vida.
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