23 de março de 2026

Filha de servidora relata abordagem por suspeito de estupro contra a mãe; perguntou sobre sangramento

"É monstruoso demais. Nós pedimos justiça”, declarou a irmã da vítima, que também prefere não se identificar.

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A filha da servidora de 64 anos encontrada desacordada, com sinais de um possível estupro, dentro da Delegacia-Geral da Polícia Civil do Piauí, afirmou que o principal suspeito a abordou na Casa da Mulher Brasileira e perguntou sobre o estado de saúde da vítima, questionando se o sangramento havia cessado.

O suspeito do crime foi preso em flagrante, que é terceirizado na unidade policial. A filha, que preferiu não se identificar, conversou com a equipe da TV Clube nesta segunda-feira (23).

“Minha mãe está passando pelo pior cenário que se pode imaginar na vida de alguém. Ele chegou próximo a mim e veio fazer perguntas pessoais, se o sangramento que ela teve tinha parado e se tinham encontrado algo mais nas regiões íntimas dela. Perguntas que quem só trabalha com uma pessoa não faz”, disse a filha.

Além da filha, a irmã da servidora também acompanha a situação e disse que a mãe delas ainda não sabe do que aconteceu. A família pede por justiça.

“A gente está arrasado, despedaçado, sem rumo. Nenhuma mulher merece passar por isso. Nenhum ser humano merece passar por isso. É monstruoso demais. Nós pedimos justiça”, declarou a irmã da vítima, que também prefere não se identificar.

A Polícia Civil do Piauí solicitou exames para confirmar o estupro. A vítima estava com sangramento nas partes íntimas. Exames toxicológico foram solicitados para ver a possibilidade dela ter sido dopada.

ENTENDA O CASO

A Polícia Civil do Piauí investiga um possível crime de estupro envolvendo uma servidora de 64 anos que foi encontrada desacordada em uma das salas da Delegacia-Geral em Teresina (PI).

A vítima estava em uma sala, com sangramento nas partes íntimas e foi encaminhada para atendimento médico em uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. A vítima precisou ser entubada e está em estado grave em uma unidade de tratamento intensivo.

A advogada da família da vítima, Nathalia Freitas, relatou que a servidora tem quadro de saúde grave.

“Ela foi entubada, passou aproximadamente três dias, e estão no processo de retorno dela. Ela relata que está sentindo dores pelo corpo, como movimento involuntários que levam a entender que está em defesa. Ela pede por socorro e proteção. É uma situação grave”.

TERCEIRIZADO PRESO

Um prestador de serviço terceirizado da instituição foi preso suspeito de envolvimento no caso. A vítima foi encontrada desacordada na tarde do dia 19 de março de 2026. A Polícia Civil informou que ela foi encaminhada para atendimento médico.

O delegado-geral Luccy Keiko disse que o homem, ao ser questionado sobre a situação, apresentou informações contraditórias. O suspeito foi conduzido à Casa da Mulher Brasileira e, em seguida, autuado. Ele, inicialmente falou que a vítima entrou na sala e, de repente, caiu.

“O servidor preso foi contratado em 2018, trabalhava no Instituto Médico Legal (IML). O contrato foi feito por uma empresa terceirizada e removido para o novo prédio da Delegacia Geral em dezembro de 2025. Ele já responde pelo crime de homicídio em 2017, caso de linchamento a um assalto”.

O delegado comentou que ele mesmo fez o interrogatório do suspeito. “Eu achei uma pessoa fria, tentou mostrar que não estava preocupado e claramente estava mentindo. Foram cinco perguntas diretas que eu fiz a ele e admitiu parcialmente a ocorrência deste delito”, declarou Lucy Keiko.

“Uma outra servidora chegou na sala, retornou para pegar o capacete, quando passou próxima da sala, ouviu umas pancadas e o terceirizado abriu a porta falando que a vítima tinha passado mal”. disse.


NOTA DA DEFESA DO SUSPEITO

Compreendemos o clamor popular diante da gravidade dos fatos, porém é fundamental que haja cautela na divulgação e análise das informações, uma vez que o procedimento ainda se encontra em fase inicial, baseado em elementos preliminares, além de tramitar sob sigilo.

Temos observado a circulação de informações que, em tese, constariam apenas nos autos, o que reforça a necessidade de responsabilidade na veiculação de conteúdo, a fim de não comprometer a apuração dos fatos.


Este é um momento que exige prudência. Também manifestamos nossos votos pela plena recuperação da suposta vítima, aguardando que ela possa se restabelecer completamente e, oportunamente, prestar seu relato de forma consciente e segura.


Somente após o devido esclarecimento dos fatos é que esta defesa se manifestará de forma mais aprofundada.
Por fim, pedimos respeito à suposta vítima e sua família como também a família do suposto investigado, que também vem sendo duramente atingida por exposições e ataques nas redes sociais. Trata-se de uma situação extremamente sensível, que exige responsabilidade, respeito e cautela por parte de todos.


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