Um paciente paraplégico identificado como Antônio Júnior, natural de Parnaíba (PI), foi transferido nesta quarta-O paciente foi transferido nesta quarta-feira (25) para Teresina e pode se tornar o primeiro piauiense a receber um tratamento experimental com a polilaminina, molécula desenvolvida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e utilizada em pesquisas para recuperação de movimentos em pessoas com lesão na medula espinhal.
A polilaminina é uma substância desenvolvida por pesquisadores brasileiros e vem sendo estudada no tratamento de lesões na medula espinhal, com o objetivo de reconectar nervos e devolver movimentos a pacientes com paralisia.
De acordo com a médica veterinária Raissa Alves, que acompanha o caso e é amiga do paciente, foi solicitado o uso do novo protocolo de pesquisa com a polilaminina como medicação experimental. Ainda segundo ela, Antônio sofreu a lesão em um acidente de motocicleta no último domingo (22), que atingiu uma vértebra e causou paralisia nos membros inferiores.
Desde então, ele estava internado no Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA), em Parnaíba.
“No momento do acidente, ele ficou sem a sensibilidade nos membros inferiores. Foi levado ao HEDA, onde foi diagnosticada a lesão. Ele aguardava transferência para Teresina para realizar a redução medular. Nesse meio tempo, consegui contato com a equipe da doutora Tatiana Sampaio, que desenvolveu a medicação na UFRJ. A partir desse contato, ela respondeu prontamente e enviou a medicação”, relatou.
Tatiana Samapaio, médica responsavel pela pesquisa (Foto: reprodução)
A medicação foi liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e é acompanhada por um médico da equipe da doutora em biologia Tatiana Sampaio, reconhecida como desenvolvedora da molécula. Raissa afirmou ainda que houve um entrave por falta de equipamento específico para a avaliação completa do paciente.
O exame necessário precisava ser realizado em Teresina, pois não estava disponível no hospital de origem. Por isso, Antônio Júnior foi transferido para o Hospital Universitário (HU).
O pai do paciente, Antônio Luiz Alves, afirma que o filho luta contra o tempo para evitar sequelas irreversíveis. Segundo ele, os médicos destacaram que cada hora é decisiva. A família também relata dificuldades no sistema hospitalar.
“Hoje ele está lutando contra o tempo para não ficar com sequelas irreversíveis. Os médicos foram claros ao dizer que cada hora conta e, diante dessa gravidade, enfrentamos dificuldades dentro do sistema hospitalar”, afirmou.
O Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (UFPI) informou que só vai se manifestar sobre o estado de saúde do paciente após a realização do procedimento.