27 de março de 2026

Policial militar é suspeito de fornecer pontos eletrônicos e celulares para fraude em concursos

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Viatura da Polícia Militar (Foto: PM-PI)

O cabo da Polícia Militar do Piauí (PMPI), preso suspeito de participar de um esquema de fraudes em concursos do Tribunal de Contas e do Tribunal de Justiça de Pernambuco, era responsável, segundo a investigação da Polícia Civil de Pernambuco, por entregar pontos eletrônicos e celulares adaptados aos clientes da quadrilha.

O policial está lotado no 20º Batalhão da PMPI na cidade de Paulistana, que fica próxima da divisa com o Pernambuco. Ele vai passar por um processo disciplinar interno na corporação. O espaço está aberto para a defesa do cabo, que se encontra recolhido em um presídio militar no estado pernambucano.

Em coletiva de imprensa, na quinta-feira (26), a polícia pernambucana informou que, neste momento inicial da investigação, nove pessoas envolvidas no esquema foram presas; entre elas, três policiais militares e um guarda municipal.

Além dos pontos eletrônicos, a quadrilha oferecia celulares que não eram reconhecidos pelos detectores de metais usados nos locais onde as provas eram aplicadas.

ENTENDA O ESQUEMA CRIMINOSO

Os criminosos atuaram nos certames do Tribunal de Contas do Estado e do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), cujas provas foram realizadas em 2025.

A Polícia Civil do Pernambuco deflagrou duas operações para combater o esquema, nomeadas Operação Kýma e Operação Crivo.

Ao todo, foram cumpridos 37 mandados de busca e apreensão em Pernambuco e no Rio Grande. Também foram expedidos 11 mandados de prisão e nove foram cumpridos.

Segundo a polícia, candidatos pagavam até R$ 70 mil pela fraude. Os investigadores acreditam que a quadrilha atue há cerca de 10 anos.

Pelo menos quatro servidores de segurança pública participaram do esquema, sendo três policiais militares e um guarda municipal. Entre o grupo, três eram membros da organização e um, cliente.

Segundo a Polícia Civil, os candidatos contratavam a quadrilha que oferecia diversos serviços, como cópias de gabaritos, “clones” – que são pessoas que vão no lugar do candidato fazer a prova – e dispositivos de transmissão.

Entre os equipamentos estão pontos eletrônicos e celulares adaptados para não serem reconhecidos pelos detectores de metais.


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