9 de abril de 2026

Histórias com um denominador comum: ENDOMETRIOSE (e seus impactos na qualidade de vida)

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Endometriose (Foto: g1)

Maria foi chamada atenção pelo seu chefe, pois faltou a uma importante reunião de trabalho. Alegou “problemas de saúde” porque não se sentiu à vontade para entrar em detalhes sobre a enorme cólica menstrual que assolava seus períodos menstruais desde sempre e que vinham piorando muito! Teve medo de ser desacreditada. Seu chefe era Homem, não entenderia, pensou…

Clara fez hoje a prova do concurso que esperava por mais de um ano. Era um momento decisivo na sua vida, mas ela não se saiu como esperava. Não conseguiu ter concentração máxima pela dor que a atravessava durante todo o dia, chegando a causar náuseas e que não melhorou nem com analgésicos que costumava usar… 

Carmem tem sido muito cobrada pelo marido. Foge das relações por medo da dor. Há muito tempo deixou de sentir prazer na sua vida sexual. A dor na relação sexual trouxe vários outros desdobramentos à sua vida conjugal.

Lúcia vive uma pressão externa e um conflito interno enorme, tentando engravidar há 4 anos sem sucesso. O único achado encontrado foi um exame que apontava algo de errado no seu corpo…

Qual o denominador comum dessas histórias?

Todas elas carregam o peso da ENDOMETRIOSE!

Muitas vezes são dores invisíveis que as mulheres empurram pra frente achando que é uma condição de “ser mulher” ou essa dor foi minimizada durante anos até mesmo por profissionais de saúde.

A dor vai além do físico e impacta no trabalho, nos estudos, nos relacionamentos na autoestima e nos projetos de maternidade.

Para o diagnóstico de endometriose, o primeiro passo é a escuta, valorizar a clínica, acreditar e querer ajudar. E o diagnóstico precoce impacta imensamente sobre a vida da mulher. Hoje dispomos de excelentes métodos diagnósticos que vão da Ultrassonografia com preparo específico, até a Ressonância Magnética e a Videolaparoscopia.

Na maioria dos casos, o tratamento é clínico, visando menstruar o menos possível, e em alguns casos a cirurgia pode se fazer necessária. Lembro aqui que o tratamento é longo e em geral mantido por todos os anos de vida reprodutiva até a menopausa.

A infertilidade relacionada à endometriose deve ser vista com muito critério e em alguns casos pode ser necessário o uso de técnicas de reprodução assistida, com o cuidado de não haver atraso na sua indicação.

É preciso conhecer para diagnosticar e tratar.

Você mulher, que tem endometriose ou sintomas sugestivos, você não está sozinha. Procure ajuda e acredite que a vida pode ser bem melhor.

Profª Drª Simone Madeira – Ginecologista e Obstetra
CRM 1812-PI e RQE: 198


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