9 de abril de 2026

Personal denuncia agressões de ex: “fui estrangulada, ameaçada e mantida em cárcere”

Letice Santana relatou nas redes sociais e ao Portal ClubeNews episódios de violência física, psicológica e ameaças

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A personal de educação física Letice Santana usou as redes sociais para denunciar agressões físicas, violência psicológica, ameaças e cárcere privado que afirma ter sofrido durante um relacionamento com o ex‑companheiro. O caso também foi detalhado em entrevista concedida ao Portal ClubeNews.

Segundo Letice, o relacionamento durou cerca de quatro meses, sendo três em união estável, período em que ela passou a enfrentar comportamentos controladores e manipuladores.

A vítima relata que era impedida de trabalhar, de manter contato com familiares e amigos e de sair sozinha, além de sofrer constante pressões psicológicas, humilhações e ameaças. “Eu só criei coragem de denunciar por medo de morrer, de não sair viva”, disse.

As agressões físicas, de acordo com a personal, ocorreram com frequência, sobretudo quando o ex‑companheiro ingeria bebida alcoólica. Ela afirma ter sido puxada pelos cabelos, golpeada com tapas, estrangulada, sufocada e ter a cabeça batida contra a parede. Em algumas ocasiões, relata que chegou a vomitar e cuspir sangue em decorrência do estrangulamento.

“Não cheguei a denunciar antes porque ele me pressionava dizendo que se ele fosse preso, eu também seria presa, além de afirmar que trabalha em órgão público e que tinha ‘poder’. Mesmo após as denuncias ele continuou me ameaçando por terceiros. Fui estrangulada, asfixiada, enforcada além dos danos psicológicos. Durante as agressões, ele dizia que iria me matar”, relata a mulher.

O episódio mais grave, segundo Letice, aconteceu no dia 4 de abril, por volta das 17h30, em um sítio da família do ex‑companheiro, na cidade de Pedreiras (MA) onde o então casal vivia. Ela relata que havia decidido ir embora após descobrir uma traição e estava com uma criança no local.

Ao tentar sair, afirma que foi impedida por familiares, enquanto era segurada por um primo do agressor e estrangulada, diante de outras pessoas que teriam presenciado a cena sem intervir.

Ainda conforme o relato, Letice foi trancada em um quarto com a criança, enquanto o ex‑companheiro deixou o local para evitar o flagrante. A vítima afirma que só conseguiu sair após acionar a polícia e familiares. Ela também relatou frustração com o atendimento inicial, alegando que não houve flagrante nem acompanhamento contínuo até a delegacia.

Agressões físicas contra vítima. (Foto: arquivo pessoal)

DENÚNCIA

Após o ocorrido, Letice informou ter registrado boletins de ocorrência em Teresina (PI) e no Maranhão, realizado exame de corpo de delito, além de reunir fotos das lesões, conversas, áudios, relatos de outras vítimas e indicação de testemunhas.

A personal também relatou que o histórico de agressões já havia se repetido em Teresina, semanas antes, quando sofreu murros e estrangulamento, ficando com marcas no pescoço e voz rouca. Na ocasião, disse não ter denunciado imediatamente, mas hoje conta com medida protetiva.

O caso deve ser apurado pelos órgãos competentes. Letice afirma que decidiu tornar a situação pública como forma de pedir justiça e alertar outras mulheres sobre sinais de relacionamentos abusivos. O suspeito segue solto. O espaço está aberto para a defesa do denunciado.

ONDE BUSCAR AJUDA

Mulheres vítimas de violência podem procurar apoio por meio do Disque 180, serviço nacional gratuito e sigiloso, além das delegacias especializadas e redes de proteção do município.

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