10 de abril de 2026

Golpe da energia solar deixa dezenas de vítimas e prejuízo próximo de R$ 1 milhão no Piauí

Clientes denunciam cobranças antecipadas, ausência de instalação e impacto financeiro e emocional

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O que deveria ser um investimento em economia de energia e sustentabilidade virou um pesadelo financeiro para dezenas de famílias no Piauí. Pelo menos 39 pessoas afirmam ter sido vítimas de um golpe envolvendo a venda e instalação de sistemas de energia solar fotovoltaica, com prejuízo estimado em quase R$ 1 milhão.

Segundo os relatos, os clientes contratavam a empresa HGS Engenharia e Consultoria para a compra e instalação de equipamentos de energia solar, realizavam pagamentos antecipados, em alguns casos valores altos à vista, mas não recebiam os sistemas contratados nem conseguiam mais contato após o pagamento.

De acordo com as vítimas, o responsável pela empresa apresentava projetos, firmava contratos e solicitava entradas significativas para a compra dos equipamentos. Após isso, os prazos não eram cumpridos, surgiam justificativas sucessivas e, por fim, o contato era interrompido.

Um das vítimas relatou à TV Clube sobre a situação contratual. “Firmamos o contrato no final de dezembro e fizemos o pagamento de R$ 25 mil para a aquisição do material e a instalação do sistema. O prazo informado era de 15 dias, mas quando venceu, passei a procurar a empresa e só recebia justificativas: diziam que o material chegaria na semana seguinte, que houve problema com a transportadora, que o local de entrega tinha mudado”.

“Quando chegou fevereiro, voltei novamente à empresa e encontrei o escritório fechado. Na ocasião, uma pessoa informou que a empresa havia falido”, relatou uma vítima que preferiu não se identificar”, acrescentou.

Hoje, as vítimas participam de grupos de WhatsApp para compartilhar informações e buscar medidas judiciais coletivas.

“Tanto a pessoa física quanto a empresa que não cumprem a prestação do serviço ofertado podem responder civilmente e também na esfera penal”, explicou o advogado Kaléo Peres, da Comissão de Defesa do Consumidor da OAB.

O QUE DIZ A DEFESA

A defesa do proprietário da empresa informou, por meio de nota, que a situação está sendo tratada na Justiça, dentro de um processo de recuperação judicial em Teresina. Alega ainda que a empresa foi impactada por uma crise no setor de energia solar, o que teria comprometido o cumprimento dos contratos.

Segundo a nota, a empresa afirma que busca uma reorganização financeira para quitar os débitos, conforme determinação judicial.


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