Uma fiscalização realizada nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) dos bairros Renascença e Promorar, o Conselho Municipal de Saúde (CMS) de Teresina constatou dezenas de irregularidades e graves problemas estruturais nas unidades, que seguem funcionando de forma inadequada. A vistoria ocorreu na última quarta-feira (15).
Entre as irregularidades estruturais e de acessibilidade estão: ar-condicionado funcionando de forma precária, fiação exposta e, em muitos casos, equipamentos que não funcionam; além de estofados de cadeiras e macas rasgados, bebedouros com defeito, sanitários e pias interditados e tetos com infiltrações e mofo.

Além disso, há escassez de água na uidade do Renascença. Por causa de falhas no sistema, foi necessário o uso de carro-pipa para abastecimento, já que a água não consegue chegar adequadamente às caixas d’água.
A presidente do Sindicato dos Servidores da Saúde Pública do Piauí (SINDESPI), Geane Sousa, afirma que há diversas irregularidades na UPA do Renascença, incluindo condições precárias de trabalho e situação de calamidade.

“Estão tentando fazer uma reforma e, apesar de a gestão atual estar tentando resolver, a dificuldade é que a própria Prefeitura não está se esforçando. Eles têm projetos e fizeram solicitações, mas falta a Prefeitura liberar esses projetos para que as reformas comecem”, disse.

Acilinara Moura, vice-presidente do Conselho Municipal de Saúde, explicou que o órgão fiscaliza os serviços de saúde do município e do Sistema Único de Saúde (SUS). Nas duas inspeções, foram encontradas irregularidades.
Segundo Acilinara, as unidades enfrentam falta de profissionais, o que tem gerado outro problema: a cobertura de escalas com plantões extras e segundo turnos.
A fiscalização confirmou que, em relação a insumos e medicamentos, ainda há faltas, embora em menor escala do que em situações anteriores.

Acilinara afirmou que, apesar de serem unidades de urgência, as UPAs enfrentam demora no encaminhamento de pacientes, o que prejudica o atendimento e o serviço.
“As UPAs, por serem unidades de urgência com funcionamento 24 horas e com encaminhamento de pacientes para continuidade do tratamento, não têm esse fluxo adequado. Existe demora na regulação, o que causa prejuízo para o paciente e para o serviço”, disse.

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