Uma pesquisa nacional com mais de 23 mil participantes revelou que a maioria das pessoas responsáveis por autistas no Brasil são mulheres e muitas delas estão fora do mercado de trabalho devido à necessidade de dedicação integral aos cuidados dos filhos.
A rotina da empresária Alliciane Moraes mudou completamente após o diagnóstico do filho, João Augusto. Ela deixou a carreira para se dedicar aos cuidados dele, em uma escolha marcada por renúncia, dedicação e amor.
“Quando a gente começa a vivenciar o autismo, você vê que vão surgindo várias demandas com a criança. Então, foi preciso eu deixar de trabalhar para ficar disponível para ele”, disse.

Dados do Censo Demográfico de 2022 mostram que, no Piauí, cerca de 38 mil pessoas foram diagnosticadas com autismo. A maioria é formada por crianças, o que exige cuidado constante e intensivo dentro de casa.
A Kamila Araújo, havia acabado de conquistar uma vaga como operadora de telemarketing, mas precisou pedir demissão para cuidar do filho, Caleu, de 8 anos. Ele é autista não verbal e foi diagnosticado com Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e deficiência intelectual leve.
Mesmo com o marido presente, Camila é quem assume todas as responsabilidades pelos cuidados com Caleu. O companheiro trabalhar fora, impossibilitando um acompanhamento do casal.
“Não é a mesma coisa, porque quem tem o domínio dos medicamentos, sabe os dias e horários das consultas e fica com os encaminhamentos e a terapia sou eu”, disse.

O psicólogo Erick Gaioso afirma que mães como Camila e Liciane, que têm rotinas totalmente dedicadas aos filhos com esse tipo de condição, precisam de apoio mais do que nunca.
“Essa mãe precisa do companheiro, da família e dos amigos. Precisa de alguém ao seu lado e, principalmente, de ajuda profissional”, disse.
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