O corpo do pedreiro Joilson Pereira, morto durante uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF), será exumado na manhã desta terça-feira (28).
O caso, ocorrido em junho de 2020, pode ter uma reviravolta cinco anos depois, no município de Picos (PI). A abordagem aconteceu no bairro Bomba. Joilson tinha 41 anos quando foi morto e estava enterrado no cemitério de Picos.

Familiares relatam que ele foi baleado por agentes da PRF na BR-316. A exumação é realizada pela equipe da Polícia Científica da Polícia Civil do Piauí e por peritos de Brasília. O procedimento deve ajudar a esclarecer as circunstâncias da morte.

A viúva do pedreiro, Maria Raimunda Lima, acompanha a exumação. “Eu espero justiça porque eu quero ver o policial preso, que até hoje está solto trabalhando”, disse à TV Clube.
Maria Raimundo relembra o dia da morte do marido. Segundo a família do homem, ele estava embriagado e sem capacete, mas a motocicleta que conduzia era sua e estava regularizada.
“Ele vinha de Bocaina, estava com um ano que trabalhava em Bocaina, ele ia e voltava todo dia. A polícia na hora que viu ele, já foi logo atirando; primeiro um tiro no braço, quando ele virou para correr, deu outra nas costas. Ele não pararem ele pra saber quem era”, recordou.
Na época da morte, a PRF lamentou o desfecho da ocorrência policial e que as circunstâncias seriam apuradas pelo órgão.

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