2 de junho de 2026

Escritório de contabilidade ligado a superintendente é alvo pela 2ª vez de operação da PF em Teresina

Policiais federais foram vistos deixando o prédio com documentos

Compartilhe:

Um escritório de contabilidade, localizado na Rua Honório Parentes, na zona Leste de Teresina (PI), foi alvo pela segunda vez da Operação Conectados, da Polícia Federal (PF), nesta terça-feira (2). O local é ligado ao Alan Brandão, que é superintendente de Desenvolvimento Norte, da Prefeitura Municipal de Teresina.

Os policiais deixaram o prédio com documentos. Conforme a PF, nesta segunda fase, as equipes cumprem 12 mandados de busca e apreensão em Teresina (PI) e Oeiras (PI).

A PF confirmou que a investigação busca “desarticular grupo criminoso suspeito de fraudar licitações, praticar corrupção, lavar dinheiro e ocultar os reais beneficiários de contratações firmadas com municípios piauienses”.

Escritório de contabilidade é alvo da PF (Foto: Divulgação/ PF)


Em maio de 2024, a Polícia Federal apreendeu, na primeira fase da operação, no mesmo escritório, R$ 1,6 milhão em espécie, durante uma investigação sobre o desvio de recursos públicos. Na primeira operaçao, Alan Brandão se posicionou sobre o caso afirmando que a quantia apreendida era resultado de 10 anos de trabalho, patrimônio de sua família, e estava guardado no escritório.

Atualmente, Alan Brandão é superintendente de Desenvolvimento Norte, da Prefeitura Municipal de Teresina. Neste segundo momento, a assessoria afirmou que ele “não figurou entre os alvos da operação noticiada nesta terça feira, nem consta do rol de investigados a ela vinculado, sendo desprovida de fundamento qualquer associação de seu nome aos atos hoje praticados”. Veja nota completa de defesa ao final da matéria.

A Polícia Federal confirmou que análise do material apreendido na primera fase “indicou que as irregularidades iam além dos contratos inicialmente apurados e revelou indícios de atuação de um grupo criminoso estruturado”.

Escritório de contabilidade é alvo da PF (Foto: Divulgação/ PF)

COMO FUNCIONAVA O ESQUEMA

Nesta terça-feira (2), a Polícia Federal esclareceu que, “segundo as apurações, o grupo utilizaria contratos de assessoria com prefeituras para obter informações privilegiadas, influenciar licitações e favorecer empresas a ele vinculadas”.

“Esta segunda fase busca aprofundar a apuração sobre a estrutura do grupo, a função de cada investigado, a movimentação dos valores e a possível continuidade das práticas criminosas. Durante as diligências, foram apreendidos aparelhos eletrônicos, documentos, registros financeiros e valores em espécie sem origem lícita comprovada”.

A PF adiantou que “os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e outros delitos eventualmente identificados no curso da investigação”. A PF contou com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Ministério Público Federal (MPF).

Escritório de contabilidade é alvo da PF (Foto: Divulgação/ PF)

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Em razão da repercussão da operação da Polícia Federal deflagrada nesta data em Teresina, a defesa do Sr. Alan Brandão vem a público prestar os devidos esclarecimentos.

O Sr. Alan Brandão não figurou entre os alvos da operação noticiada nesta terça feira, nem consta do rol de investigados a ela vinculado, sendo desprovida de fundamento qualquer associação de seu nome aos atos hoje praticados.

Cumpre esclarecer que a operação divulgada nesta data constitui um desdobramento de procedimentos instaurados e tem por finalidade a realização de diligências voltadas à verificação e ao esclarecimento de fatos sob investigação pelas autoridades competentes.

Registra-se, ademais, que por força de decisão do Superior Tribunal de Justiça, a investigação anterior, realizada em 2024, encontra-se suspensa no que diz respeito ao Sr. Alan Brandão, de modo que está sendo apurada a regularidade da inclusão de seu nome nos fatos sob apuração.

A defesa confia, por fim, na responsabilidade dos veículos de comunicação, certa de que dispensarão ao tema o tratamento criterioso que a presunção de inocência e a dignidade de seu constituinte exigem.

LEIA TAMBÉM

PF investiga desvio de recursos e apreende 1,6 milhão em espécie; vereador é investigado

Alan Brandão diz que R$ 1,6 mi apreendido não é ilegal: “fruto do trabalho”


📲 Siga o Portal ClubeNews no Instagram e no Facebook.

Envie sua sugestão de pauta para nosso WhatsApp e entre no nosso Canal.
Confira as últimas notícias: clique aqui! 

Leia também: