O estado de saúde do policial penal Gilvan Furtado Leite, de 53 anos, e da filha dele, de 20 anos, piorou após o atropelamento na noite de sábado (06), no bairro Bela Vista, em Teresina (PI). O homem segue internado em estado gravíssimo no Hospital de Urgência de Teresina (HUT), enquanto a jovem, que inicialmente havia recebido alta, precisou ser internada novamente e está na semi-UTI de um hospital particular com hemorragia na cabeça.
Segundo familiares, os médicos informaram que o quadro do policial penal é crítico e que as chances de recuperação são reduzidas. Ele sofreu traumatismo craniano, passou por intubação e permanece na ala de trauma avançado. Já a filha, que é autista, apresentou complicações após o acidente e voltou a ser internada devido ao sangramento na cabeça.
O caso ganhou ainda mais repercussão após a família relatar indignação com a liberação do motorista Julio Cesar Carvalho Neu, que havia sido preso em flagrante com sinais de embriaguez, mas foi solto na audiência de custódia. Ele também pagou fiança, segundo o diretor de Operações de Trânsito da Secretaria de Segurança Pública do Piauí, Fernando Aragão.
“Meu primo está na UTI, em estado gravíssimo. Os médicos disseram que agora é só Deus. A filha dele também está na semi-UTI, com hemorragia na cabeça. É um desespero para toda a família”, relatou a prima das vítimas, Idalina Pessoa.
De acordo com ela, o acidente aconteceu quando Gilvan saiu de casa para acalmar a filha, que havia entrado em crise. Eles voltavam para casa, após uma volta no quarteirão, quando foram atingidos pelo carro.
“Foi um susto enorme. Ele estava cuidando da filha, voltando para casa, quando foi atingido violentamente. É muito doloroso ver isso e saber que quem fez isso está em liberdade”, afirmou.

O diretor de Operações de Trânsito da Secretaria de Segurança Pública do Piauí, Fernando Aragão, destacou a gravidade do caso e classificou a situação como resultado de imprudência.
“É inadmissível alguém conduzir um veículo sob efeito de álcool e causar um acidente dessa gravidade. São consequências sérias de uma irresponsabilidade que precisa ser combatida com rigor”, afirmou.
Apesar da soltura do suspeito, o diretor reforçou que a investigação segue em andamento e que novas medidas podem ser adotadas.
“A legislação permite que ele responda em liberdade, mas isso não impede que seja solicitada uma prisão preventiva durante o inquérito”, pontuou.
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