21 de julho de 2026

Luto na infância exige acolhimento e diálogo; veja como abordar o assunto com crianças

Psiquiatra explica que a forma de comunicar a perda influencia o luto infantil.

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A morte de um familiar, amigo ou pessoa próxima também afeta as crianças, que vivenciam a perda de acordo com a idade e a forma como compreendem o mundo. Em muitos casos, elas ainda não conseguem entender o significado da morte e podem sentir medo, insegurança ou confusão diante da ausência de alguém importante.

De acordo com o psiquiatra Vicente Gomes, pais e responsáveis devem conversar com sinceridade, utilizando uma linguagem simples e adequada, sem esconder o que aconteceu.

Em entrevista à TV Clube, o especialista explicou que o acolhimento, a escuta e o diálogo ajudam a criança a compreender esse momento e a lidar com os sentimentos que surgem ao longo do processo.

“Quando o adulto não quer falar, a imaginação da criança pode ser muito mais prejudicial do que uma fala verdadeira. É preciso ter muito cuidado com isso e contar com apoio familiar e, se possível, apoio profissional”, afirmou.

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, o luto infantil nem sempre é demonstrado por meio do choro. Como cada criança reage de maneira diferente, é importante que a família esteja atenta às mudanças de comportamento, respeite o tempo de cada uma e não minimize aquilo que ela sente.

Foto: reprodução

O que evitar

É recomendável que sejam evitadas metáforas que podem gerar interpretações equivocadas. O ideal, segundo Vicente, é falar a verdade de forma acolhedora, respeitando a idade da criança e respondendo às dúvidas com paciência.

Sempre que possível, manter a rotina de estudos, brincadeiras e convivência também ajuda a transmitir segurança em meio às mudanças.

Além disso, cuidar da saúde mental dos pais e responsáveis é essencial, pois crianças costumam encontrar nos adultos a principal referência para enfrentar a dor e reconstruir o sentimento de segurança.


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