23 de julho de 2026

Cão baleado, com mandíbula quebrada e língua dilacerada é submetido à eutanásia em Timon; polícia investiga

Tutor afirma que animal já havia sido baleado anteriormente e aguarda laudo pericial. A Polícia Civil investiga.

Compartilhe:


O caso do cachorro Bob que foi baleado, na zona rural de Timon (MA), é investigado pela Polícia Civil do Maranhão após o animal sofrer ferimentos gravíssimos provocados por um disparo de arma de fogo. Devido à gravidade das lesões, ele precisou ser submetido à eutanásia.

O tutor, Ageu Alves de Carvalho, estudante de Medicina Veterinária, afirma que o cachorro, que tinha três anos, já havia sido alvo de outro ataque e aponta como principal suspeito um policial aposentado que tem um sítio na região.

Segundo o tutor, o animal também teve a mandíbula quebrada e a língua dilacerada. De acordo com Ageu, Bob foi atingido por um disparo de arma de fogo no dia 15 de julho. O animal desapareceu após o tiro e só reapareceu na manhã seguinte, gravemente ferido.

“A primeira vez que aconteceu com ele foi no ano passado. O tiro pegou de raspão e a gente conseguiu tratar em casa. Dessa vez, por volta das seis horas da manhã, o pessoal daqui ouviu o disparo e o grito de dor do cachorro. Pouco tempo depois, o suspeito passou de carro pelo local e foi embora”, relatou Ageu.

Após encontrar o animal, o tutor levou Bob para atendimento veterinário em Teresina (PI) e procurou o 2º Distrito Policial de Timon para registrar a ocorrência.

De acordo com o relatório médico enviado ao Portal ClubeNews, o quadro clínico do animal era extremamente grave.

Bob é baleado na região da cabeça. (Foto: montagem / arquivo pessoal)

Exames apontaram que o projétil entrou pela lateral direita da mandíbula e ficou alojado na região maxilomandibular esquerda. A avaliação identificou fratura bilateral da mandíbula, extensa laceração da língua, lesão no palato mole e múltiplos danos nos tecidos da cavidade oral.

Além dos ferimentos provocados pelo disparo, Bob apresentava anemia, trombocitopenia, leucocitose e sinais de intenso sofrimento.

“Quebrou a mandíbula dos dois lados e lacerou a língua. O projétil ficou alojado na região da mandíbula. Quando fui ao ortopedista, ele explicou que seria uma cirurgia extremamente complexa e que o prognóstico era reservado a ruim”, contou Ageu.

Segundo o relatório veterinário, as lesões foram classificadas como resultado de um trauma de alta energia, com comprometimento severo das estruturas ósseas e dos tecidos moles.

Projétil ficou na cabeça do animal. (Foto: montagem / arquivo pessoal)

EUTÁNASIA FOI RECOMENDADA

Diante da gravidade dos ferimentos e das poucas chances de recuperação funcional, os profissionais discutiram as possibilidades de tratamento com o tutor.

O relatório informa que os procedimentos necessários seriam complexos, exigiriam longo período de recuperação e ainda apresentariam prognóstico desfavorável.

Considerando o intenso sofrimento do animal, os veterinários recomendaram a realização da eutanásia humanitária.

“Acabou sendo optado pela eutanásia para preservar o bem-estar dele e evitar mais sofrimento”, disse Ageu.

Antes do procedimento, o tutor também procurou a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, em Teresina, para registrar uma nova ocorrência e solicitar o encaminhamento do corpo para perícia.

O corpo de Bob foi entregue para análise da Polícia Civil, e a família agora aguarda a emissão do laudo pericial.

Cão Bob tinha 3 anos quando foi baleado. (Foto: montagem / arquivo pessoal)

HISTÓRICO DE MAUS-TRATOS

Uma moradora da região, que preferiu não ser identificada, afirmou que o homem apontado pelo tutor já teria histórico de violência contra animais. Segundo ela, diversos moradores já tiveram problemas semelhantes.

“Ele maltratava os meus bichos. Uma vez matou cinco frangos meus e chegou a deixar uma galinha espetada na cerca. As cachorras pariam e, segundo os moradores, ele colocava os filhotes em sacos e jogava no riacho”, relatou.

As acusações devem apuradas pelas autoridades durante a investigação.

INVESTIGAÇÃO

Enquanto aguarda o resultado da perícia, Ageu espera que o caso seja esclarecido. “Até agora não recebi nenhum laudo nem nenhuma resposta sobre a perícia. Estou aguardando o resultado para que a investigação avance”, afirmou.

A reportagem entrou em contato com a Delegacia Regional da Polícia Civil de Timon que informou que o caso está com inquérito instaurado no 2º Distrito Policial da cidade. Buscamos o DP para saber como está o caso, bem como a Delegacia De Proteção Ao Meio Ambiente de Teresina, mas não obtivemos retorno até a publicação.

O espaço segue aberto, assim como para a defesa do suspeito.


📲 Siga o Portal ClubeNews no Instagram e no Facebook.

Envie sua sugestão de pauta para nosso WhatsApp e entre no nosso Canal.
Confira as últimas notícias: clique aqui! 

Leia também: