
Em menos de três meses, milhões de brasileiros voltarão às urnas para escolher os representantes que irão definir os rumos do país nos próximos anos. Em meio aos preparativos para as eleições, um equipamento que se tornou símbolo do processo eleitoral brasileiro celebra três décadas de existência: a urna eletrônica.
Criada para tornar a votação mais ágil e segura, a tecnologia mudou a forma como os brasileiros exercem o direito ao voto e passou a ocupar papel central na democracia do país.
Ao longo desses 30 anos, a urna eletrônica acumulou histórias, curiosidades e diversas atualizações que acompanharam a evolução do sistema eleitoral. Da apuração que antes levava dias para a divulgação rápida dos resultados, o equipamento se consolidou como uma das principais ferramentas do processo democrático brasileiro.
Em uma das reportagens da série “Eleições 2026: De Olho no Voto”, a Rede Clube revisitou a trajetória do voto no Brasil e mostrou como a tecnologia transformou a participação do eleitor nas decisões políticas do país.
É no Centro de Memória do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) que estão guardadas os modelos dos equipamentos usados ao longo dos 90 anos da Justiça Eleitoral no estado.

O espaço faz o resgate de uma época marcada por fraude e coação ao eleitor na hora de votar. Segundo o cientista político e pós-doutor em História, Francisco Alcides Nascimento, a população não era totalmente livre para escolher seus representantes.
“O voto era livre, mas, na verdade, não era livre. Ele era encabrestado porque a maioria da população morava na zona rural, ela morava na propriedade alheia. O proprietário da terra dizia ‘vota no fulano’, e o cara era obrigado a votar no fulano”, explicou.
Segurança das urnas
De acordo com o presidente da Corte Eleitoral, desembargador José Wilson Ferreira, a urna eletrônica não pode ser hackeado ou ter os dados violados, pois não necessita de Internet para funcionar.

“Esses boatos de que há manipulação de voto, de que as urnas eletrônicas não retratam, em algumas circunstâncias, a vontade do eleitor, isso é falácia. A questão é simples, porque a urna eletrônica não é conectada à Internet. É utilizado um sistema próprio da Justiça Eleitoral que, como não tem essa utilização da grande rede mundial de computadores, não se consegue hackear”, analisou.
Confira a reportagem completa no link abaixo:
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