29 de julho de 2026

Polícia investiga incêndio que matou homem após confraternização no Piauí

Vítima foi transferida para Teresina e morreu cinco dias após incêndio

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(Foto: Luana Fontenele)

A Polícia Civil do Piauí investiga um incêndio que deixou uma pessoa morta após atingir uma residência em Dirceu Arcoverde, no Sul do Piauí. Segundo o delegado José Wellington, responsável pelo caso, ainda não é possível afirmar o que provocou o fogo e nenhuma hipótese foi descartada até o momento.

A vítima, identificada como Maury Santos Alves, de 29 anos, ficou gravemente ferida no incêndio ocorrido no dia 17 de julho. Ele foi transferido para Teresina para tratamento médico, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no último dia 22.

De acordo com o delegado, a investigação está em andamento e depende, principalmente, da conclusão do laudo pericial realizado no imóvel.

Durante as diligências, a Polícia Civil ouviu as pessoas que estavam na residência no momento do incêndio. Segundo o delegado, os depoimentos indicam que havia uma confraternização com consumo de bebidas alcoólicas que se estendeu ao longo do dia e da noite.

“Foi uma verdadeira farra que teve lá durante o dia e a noite. Todos estavam dormindo quando o incêndio começou”, explicou.

A vítima estava em um dos quartos da casa ao lado da namorada, uma adolescente de 16 anos. Outro homem também dormia no mesmo cômodo.

Já na sala, estavam o proprietário da residência e mais duas pessoas. Um sexto indivíduo dormia em outro quarto do imóvel.

Conforme os relatos colhidos pela polícia, a adolescente conseguiu deixar o local quando percebeu as chamas e acreditou que o namorado conseguiria sair logo atrás.

“Ela disse que saiu e pensou que ele vinha atrás. Depois voltou para tentar resgatá-lo, conseguiu acordá-lo, mas não foi possível evitar que ele fosse atingido de forma grave pelo fogo”, relatou o delegado.

SEM INDÍCIOS DE CRIME

José Wellington afirmou que, até o momento, não foram encontrados indícios concretos de que o incêndio tenha sido provocado intencionalmente.

“Não temos qualquer indicativo robusto de que tenha sido proposital, apenas conjecturas e boatos”, destacou.

Segundo o delegado, foi levantada a possibilidade de que o fogo pudesse ter sido causado por uma ação criminosa. No entanto, a investigação ainda não identificou qualquer motivação para um eventual ato.

“Quando existe a hipótese de um homicídio ou de uma ação proposital, uma pergunta essencial é: qual seria o motivo? E até agora não há notícia de desentendimentos, brigas ou rixas entre as pessoas que estavam na casa”, explicou.

O delegado ressaltou que todos os envolvidos são amigos e que ninguém relatou conflitos antes ou durante a confraternização.

Além disso, conforme a investigação, até o momento não há elementos técnicos que apontem para curto-circuito, uso de combustível inflamável, cigarro, vela ou qualquer outra possível causa.

O delegado reforçou que a conclusão do caso dependerá dos resultados da perícia.

“Precisamos aguardar o laudo pericial e o aprofundamento da investigação para definir qual hipótese prevalece”, concluiu.


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