A empresária Pollyanna Duarte, proprietária de lojas de maquiagem em Teresina, usou as redes sociais nesta quinta-feira (30) para relatar a insegurança na região central da capital. Segundo ela, uma das unidades, localizada na Praça Rio Branco, foi alvo de furtos duas vezes em menos de uma semana.
Nos vídeos divulgados, é possível ver a ação dos suspeitos e os danos causados ao estabelecimento. De acordo com Pollyanna, nos dois episódios foram levados aparelhos de ar-condicionado.

Ela afirma que já precisou fechar outra loja no Centro por causa da violência e transferi-la para a Zona Leste. No caso mais recente, ocorrido por volta das 21h de quarta-feira (29), a empresária disse que mesmo contando com vigilância privada, não recebeu apoio imediato da polícia.
“Ontem o vigilante chegou na hora que a cerca disparou, segurou o bandido e ligou para a polícia. Mas eles demoraram e o rapaz foi ameaçado por uma gangue que chegou lá e teve que soltá-lo. A polícia só foi aparecer depois de duas horas”, relatou.
A empresária calcula prejuízo de aproximadamente R$ 20 mil, incluindo reposição de equipamentos e reparos no imóvel. Para ela, o impacto vai além da questão financeira.
“O prejuízo não é apenas financeiro. É a sensação de insegurança, de impotência e de abandono. Enquanto nós trabalhamos para construir, outros agem livremente para destruir. Não estamos pedindo privilégios. Estamos pedindo o básico: segurança para trabalhar”, escreveu em publicação.
Nos comentários, outros lojistas também relataram casos de furtos e arrombamentos na região central de Teresina.
Em resposta, a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) informou que o policiamento ostensivo na área é responsabilidade da Polícia Militar. A corporação declarou que intensificou as rondas no Centro e destacou que, além do número 190, a população pode acionar equipes por meio dos celulares embarcados nas viaturas.
Nota da PM
A Polícia Militar do Piauí informa que determinou ao Batalhão responsável pela área mencionada, o reforço na ostensividade com rondas de viaturas e motocicletas, visando coibir práticas criminosas no local, priorizando pontos com solicitações mais recorrentes.
Informa ainda que, além do telefone 190, podem acionar a Polícia Militar por meio do número dos telefones celulares embarcados, que podem ser verificados no site da PMPI.
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