Neste sábado (1º) e domingo (2º), acontece a segunda edição do Big Day das Araras-Azuis, uma mobilização internacional que busca identificar onde estão e quantas araras-azuis-grandes vivem na natureza. Observadores de aves, pesquisadores e até quem nunca participou de uma atividade científica poderão contribuir para a conservação de uma das espécies mais emblemáticas do Brasil.
A proposta é simples: olhar para o céu e registrar qualquer avistamento da espécie. As informações coletadas ajudarão pesquisadores a ampliar o conhecimento sobre a distribuição das aves e reforçar estratégias de conservação.
Quem encontrar uma arara-azul-grande durante a mobilização deve utilizar o celular para fazer o registro e encaminhar as informações pelos canais da organização do evento: eBird, WikiAves, Biofaces ou, pelo formulário oficial da campanha. Também é possível enviar os dados pelo WhatsApp oficial da campanha: (67) 9987-10752.
Os registros feitos pela população são considerados importantes porque ajudam os cientistas a reunir dados de diferentes regiões ao mesmo tempo. Com isso, é possível ter uma visão mais ampla sobre a presença da espécie em áreas onde ela já é conhecida e também em locais onde ainda há pouca informação.
Segundo a bióloga e gestora operacional de projetos do Instituto Arara-Azul, Fernanda Fontoura, a ave está ameaçada de extinção nacionalmente e internacionalmente devido a fatores climáticos e outros problemas, como incêndios e desmatamento.
“A arara-azul ocorre no Brasil, no Paraguai e na Bolívia. Com esses dados do 2º Big Day das Araras-Azuis, a gente consegue levantar informações importantíssimas sobre onde elas ocorrem, quantas araras-azuis a gente tem e onde a gente precisa tomar medidas cabíveis para proteção”, explicou.
Ainda de acordo com a bióloga, a espécie é considerada a maior arara do mundo. Ela é caracterizada por ter as penas totalmente azuis, com as cores amarelas ao redor dos olhos e do bico.

De acordo com a jornalista parceira do instituto, Cláudia Gaigher, durante a primeira edição do Big Day das Araras-Azuis, não foram identificados registrados no Piauí, Tocantins e Maranhão. Apesar disso, há indícios de que a espécie esteja presente no território piauiense.
“A gente sabe que tem a ocorrência de arara-azul, mas na região Sul [do Piauí]. Tem pesquisadores que são associados, que são desses estados, dizem que tem araras-azuis. Então, que existe, a gente sabe que existe, mas precisamos da população para conseguir ver porque os pesquisadores não conseguem estar em todos os lugares de ocorrência”, afirmou.
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